O Democratas sofreu mais uma baixa ontem. O suplente de deputado estadual Gilmar Fabris ingressou no PSD. Fabris, que já presidiu a Assembleia Legislativa de Mato Grosso, é considerado um dos políticos mais próximos do deputado federal Júlio Campos, uma das referências do DEM no Estado. As baixas no DEM ocorrem desde a eleição do ano passado. Fabris liderou o grupo que desobedeceu a orientação da sigla e apoiou a então candidatura à reeleição do governador Silval Barbosa (PMDB) em detrimento da coligação do Democratas, que firmou aliança com o PSDB. Pelo menos 10 prefeitos aderiram à candidatura de Silval. Apesar do mal-estar com a sigla, Fabris, que ficou apenas na primeira suplência, continuava no partido. Hoje, o parlamentar está afastado da Assembleia Legislativa. Pela lealdade ao governador na campanha, Silval nomeou o deputado José Domingos Fragas (PSD), ex-DEM, para assumir a Secretaria de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar (Sedraf), abrindo a vaga para o suplente Fabris, que, neste momento, está licenciado do Legislativo. Fabris ingressou no PSD, ontem, no último dia para quem tem mandatos eletivos se filiarem à uma nova legenda, sem infringir a Lei Fidelidade Partidária. O PSD tem como líder da bancada na Assembleia Legislativa o deputado Walter Rabello. Também compõem o partido: José Riva (secretário-geral da sigla em Mato Grosso, Airton Português, Luizinho Magalhães, José Domingos Fraga (licenciado) e Aray Fonseca. É um partido que nasce forte e deverá ter pelo menos 80 candidaturas majoritárias em 2012, argumentou Riva, durante o ato de filiação.