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Terça-feira, 18 de Agosto de 2009, 21h:00
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PACENAS
Exército avalia disponibilidade para PAC
Prefeito Wilson Santos oficializou ontem ao Comando do 9º BEC o pedido para dar continuidade às obras do PAC na Capital
ANA ROSA FAGUNDES
Especial para o Diário
O 9º Batalhão de Engenharia de Construção (BEC) vai avaliar se pode dar continuidade às obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) paralisadas em Cuiabá desde a operação Pacenas. O pedido oficial foi realizado ontem pelo prefeito da Capital, Wilson Santos (PSDB), ao tenente-coronel Fernando Miranda. O comandante do 9º BEC garantiu que o Batalhão tem conhecimento técnico para realizar tais trabalhos, mas precisa analisar se há o contingente necessário, uma vez que 80% do pessoal está trabalhando em outras três obras federais do PAC no norte do Estado. Não há uma data definida para responder a solicitação do prefeito. Wilson acredita que esta seja a melhor alternativa para que os trabalhos tenham continuidade na Capital, já que o novo processo licitatório levará muito tempo, além dos entraves judiciais com as empresas acusadas de fraude nos processos de licitação e que tiveram os contratos suspensos. São 45 dias só para a abertura do edital, sem contar as brigas na Justiça. Ninguém sabe onde isso vai parar, afirmou Wilson. De acordo com o prefeito, a dispensa de licitação é possível por se tratar de duas entidades públicas prefeitura e Exército trabalhando para um bem da sociedade. Se firmado o convênio, a prefeitura disponibilizará 13 engenheiros da Sanecap, que ficarão subordinados ao Exército. Além disso, os cerca de 300 trabalhadores já contratados pelas empreiteiras que executavam as obras continuarão no serviço. Na prática, o exército fará o gerenciamento das obras. O 9º BEC já realizou tarefas semelhantes na Capital, como na construção da Estação de Tratamento de Água do Tijucal e outras obras de saneamento básico. O exército pretende anunciar a resposta dentro de uma semana, depois de uma análise técnica das obras. A proposta do prefeito ao Comando do 9º BEC foi alternativa encontrada pelo tucano após a paralisação das obras PAC na Capital por conta da Operação Pacenas, desencadeada pela Polícia Federal, que apontou um suposto esquema de fraudes nas licitações das obras. Em Cuiabá, os contratos somam mais de R$ 200 milhões. O prefeito Wilson Santos determinou a paralisação das obras. 11 pessoas, entre empresários e servidores públicos, foram presas pela Justiça Federal em Cuiabá e Várzea Grande pela Operação Pacenas. Nove delas já se encontram em liberdade. O juiz da 1ª Vara Federal Julier Sebastião da Silva, que decretou as prisões, também determinou o bloqueio das contas bancárias das empresas de participar do suposto esquema, além da suspensão de pagamentos às construtoras.