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Domingo, 23 de Agosto de 2009, 01h:10

Execução das obras prevê uma demanda maior de tempo

Uma fonte ligada ao PAC em Brasília observa ainda que a entrada do Exército na execução das obras paralisadas em Cuiabá e Várzea Grande, embora não seja ilegal, é taxada como ineficiente. A avaliação não leva em conta questões de competência técnica, e sim a demora para a realização de novas licitações e o tempo que seria despendido no trâmite para que o dinheiro público chegasse às mãos do novo agente executor das obras. Nos convênios celebrados com a União, as prefeituras assumem o papel de executoras e fiscalizadoras do andamento das obras. Segundo a fonte, embora o procedimento de transferência dessas atribuições não seja rotulado como ilegal, ele também não seria conveniente sob o prisma técnico. “Isso introduziria mais burocracia e só iria tornar o processo mais lento. De qualquer maneira, o que fica estampado subliminarmente é que, se os municípios declaram que a melhor maneira é envolver o Exército, estão dando um atestado de incompetência”, declara a fonte. Na prática, o dinheiro público liberado dos cofres federais teria de ser transferido do agente interveniente nos convênios do PAC celebrados com a União, neste caso, as prefeituras, para as Forças Armadas, após já ter passado pelo Ministério das Cidades e Caixa Econômica Federal (CEF). “Veja o passeio que esse dinheiro vai dar para voltar à própria União, já que as Forças Armadas pertencem aos quadros federais. Isso não faz sentido. Só iria atrasar o processo”, alerta a fonte consultada pela reportagem. (JS)

Edição EDIÇÃO 16962




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Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
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