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Sábado, 09 de Abril de 2011, 13h:48

Ex-secretário de Saúde diz não temer as investigações

FERNANDO DUARTE
Da Reportagem
O ex-secretário de Saúde de Várzea Grande, Renato Tetila, disse não ter receio da comissão parlamentar de inquérito (CPI) instalada pelos vereadores. A investigação também acontecerá nas secretarias de Infraestrutura, chamada de “supersecretaria” quando foi anunciada, e na de Educação, ambas comandadas pelo vice-prefeito afastado Tião da Zaeli (PR) e a sua esposa. Tetila, que ficou 11 meses à frente da Pasta, argumentou não ter problemas no trabalho, já os vereadores estariam fazendo o trabalho deles. Ele afirmou que quem cometeu alguma irregularidade deve “pagar”. “A CPI não é para punir secretário ‘A’ ou ‘B’, mas para averiguar o que está errado. Ela surgiu de desavenças de gestores maiores com a Câmara”, disse o ex-secretário, que é médico e ligado ao grupo político do deputado estadual Wallace Guimarães (PMDB). Logo após assumir a prefeitura de Várzea Grande, o vereador João Madureira (PSC) afirmou que havia 300 médicos-fantasmas trabalhando na rede municipal de saúde, dos 500 registrados para a atividade. Sobre isso, Tetila disse que nunca soube de nenhum funcionário-fantasma em sua gestão, que aconteceu entre abril de 2010 e fevereiro de 2011, após a Câmara afastar o prefeito Murilo Domingos (PR). O médico contou que, caso haja um “prefeito forte” e fosse convidado, assumiria novamente o cargo. No entanto, se não tivesse base para trabalhar, não aceitaria. “A prefeitura estava fragilizada”, disse. CPI – O pedido da instalação da CPI foi do vereador João Bosco (PSC), que a propôs para investigar as denúncias de irregularidades envolvendo as pastas. A decisão foi tomada mesmo com a já criada Comissão Processante, que foi instaurada para investigar supostas ações de improbidade administrativa no governo Murilo Domingos. A comissão foi aprovada por 12 dos 13 vereadores do município, que destacaram não se tratar de perseguição política.

Edição EDIÇÃO 16964




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