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Segunda-feira, 28 de Julho de 2014, 22h:01

CÂMARA FEDERAL

Estado terá sétima disputa mais acirrada

Conforme dados do TSE, Mato Grosso tem 13,5 candidatos por cadeira. Quantidade se deve às diferenças regionais do Estado, diz analista

THIAGO ANDRADE
Da Reportagem
A eleição para o cargo de deputado federal em Mato Grosso promete ser uma das mais disputadas do país. Conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral, a concorrência é de 13,5 candidatos por vaga. No Estado, 108 pessoas se candidataram para concorrer às oito vagas disponíveis. Destes, cinco já ocupam cadeiras na Câmara Federal e têm o objetivo de ser reconduzidos aos cargos. O número de candidatos coloca Mato Grosso como o sétimo Estado onde a briga por uma cadeira na Câmara Federal será mais disputada. Para o analista político João Edisom de Souza, não foi a “sobra” das três cadeiras que não terão candidatos à reeleição o principal motivo para a concorrência acirrada. Segundo ele, o fator determinante é a questão regional, tendo em vista que Mato Grosso se divide politicamente em quatro regiões que disputam as vagas entre si: Norte, Araguaia, Sul e Metropolitana. João Edisom explica que a região norte, principal produtora do Estado, tem buscado se firmar politicamente, mas, com baixa densidade populacional, ainda depende de outras para conseguir eleger deputados. Já o Araguaia ainda é a mais pobre e menos desenvolvida. Carecendo de serviços públicos, ela acaba revelando muitas candidaturas. A região sul, por sua vez, é capitaneada por Rondonópolis e tem conseguido se firmar a cada pleito. Por seis vezes, elegeu, pelo menos, um senador. Sobre a região Metropolitana de Cuiabá, o analista lembra que a Capital também tem conseguido eleger parlamentares com certa frequência, no entanto tem sofrido com o crescimento da região oeste, capitaneada por Cáceres, que também tem marcado presença na Câmara Federal. Conforme João Edisom cada uma dessas regiões tem suas próprias bandeiras e isso instiga mais candidaturas, já que um mesmo assunto discutido no Congresso divide opiniões entre os parlamentares do próprio Estado. Como exemplo, o analista cita as discussões em torno da Lei Kandir, que desonera o ICMS de produtos primários destinados à exportação. Ela agrada à região norte, onde há maior concentração de produtores rurais, mas encontra resistência nas demais. CONCORRÊNCIA – Enquanto o Rio de Janeiro tem o maior número de concorrentes à Câmara Federal, com media de 23,22 candidatos por vaga, Pernambuco deve ter a eleição mais fácil. São 170 candidatos disputando 25 vagas, o que dá uma média de 6,8 postulantes por cadeira.

Edição EDIÇÃO 16962




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