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Sábado, 06 de Dezembro de 2014, 15h:57
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Empresário sustenta que operações foram legais
Construtora Locatelli, Três Irmãos Engenharia, Trimec, Cavalca, Engeponte, Constil, Guizardi Jr., Guaxe, Ensercon, Destesa, Constil, Alfer, Todeschini, Projetus e Objetiva são algumas das construtoras que receberam a anuência da Sinfra por ordem de Marchetti. Todas contraíram empréstimos bancários, receberam o que o governo lhes devia e pagaram a dolorosa ao BIC. O empresário João Carlos Simoni representa as empresas Constil e Todeschini. Simoni reconhece que fez operações com o BIC e que recebeu anuência de Marchetti. Para ele, trata-se de procedimento legal e muito comum na relação das empresas com o governo em todas as suas esferas. Para o governo, atrasar seis dias ou seis meses é a mesma coisa. Pra nós empresários é diferente, porque temos 500, 600 ou mais operários nas obras e temos que pagar aos fornecedores. Simoni admite que o empresariado não pode pressionar o governo, que é o grande cliente. Por isso, se submete a juros bancários, mas não aceita a pecha de irregularidade lançada sobre as operações com o BIC. Todos (os empresários) que trabalham para a antiga Sinfra (renomeada Secretaria de Transporte e Pavimentação Urbana/Setpu) primeiro vencem as licitações e depois executam as obras para, então, tentar recebê-las, observa Simoni. O empresário ainda argumenta que o Tribunal de Contas do Estado acompanha em tempo real a execução do cronograma da obra contratada, mas que não adota idêntico procedimento quanto ao pagamento da mesma. Outros três empresários, que pediram a omissão de seus nomes, reforçaram o que disse Simoni. Todos lamentaram que foram obrigados a pagar juros bancários em razão dos atrasos do governo. (EG)