O Palácio Paiaguás designou ontem o deputado estadual Emanuel Pinheiro (PR) para propor uma trégua entre o senador Pedro Taques (PDT) e o secretário-extraordinário da Copa do Mundo, Eder Moraes (PR). Quero propor um armistício. Fumar o cachimbo da paz em nome de Cuiabá, Várzea Grande e de Mato Grosso, afirmou. Vamos dar um basta ao jogo do quanto pior, melhor, que interessa a muita gente, menos o Estado. Pinheiro relatou ter tido uma conversa com Eder Moraes, que teria prometido mais transparência nas ações da Copa. Ele pode ter mil defeitos, mas é um jovem arrojado, extramente competente e preparado, disse. Ele está disposto a conversar com a classe política. Não há na atual gestão um órgão mais vigiado e fiscalizado que a Secopa. Com as ausências de Zeca Viana (PDT) e Percival Muniz (PPS) em plenário, Pinheiro tratou de se dirigir especialmente à deputada Luciane Bezerra (PSB), que tem pedido a cabeça do secretário-extraordinário. Eu gostaria de propor a Luciane Bezerra a realização de uma reunião da bancada do PR com o senador Pedro Taques ainda esta semana, pediu o parlamentar, que entregou a Luciane um documento, segundo ele, enviado por Eder Moraes com uma lista das ações da Secopa e um pedido de desculpas pelo excesso verborrágico. Luciane Bezerra, no entanto, não se deu por satisfeita. Ela voltou a criticar o secretário a reafirmou o desejo de vê-lo fora do governo. Ele se acha, disparou a parlamentar. O secretário tem o costume de se defender atacando. A deputada também rebateu a insinuação de que ela estaria criticando as obras na Capital apenas por ser do interior. Quando ele diz isso, ele menospreza o interior. Por fim, disse ter recebido a informação de que três empresas uma brasileira e duas estrangeiras seriam as vencedoras da licitação para a construção do VLT.