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Sábado, 20 de Junho de 2009, 13h:15

EM MT, segue a votação política

Um dos responsáveis pela segurança do presidente Getúlio Vargas durante anos, ironicamente o destino trouxe Afonso Sollano a Mato Grosso por questões políticas. A rotina de militar já tinha sido abandonada. Ele trabalhava na empresa Auto Modelo, uma das primeiras revendedoras da Wolkswagem no Brasil, onde começou como funcionário simples e passou a ser um dos diretores. Ao comprar um dos projetos de pecuária do fundador de Barra dos Garças, Ladislau Cristino Cortes, que logo depois veio a ser prefeito em duas ocasiões, a empresa Auto Modelo atribuiu a Affonso Solano a responsabilidade de tocar o projeto. “Barra do Garças era o maior município do mundo. Na década de 50, era um sertão. Ali fiz amigos e o Ladislau me ensinou tudo o que sei sobre pecuária”. Ao desembarcar em terras mato-grossenses, decidiu ficar em Barra do Garças para tocar o projeto e comparecia uma vez por mês no Rio de Janeiro para prestar contas à Auto Modelo. A moradia fixa em Mato Grosso surgiu depois de a empresa desistir do projeto de pecuária e revendê-lo a outra pessoa. Em 1982, após apoiar a campanha de Júlio Campos ao governo do Estado, surgiu a oportunidade de definitivamente permanecer em solo mato-grossense. A política mais uma vez voltou a fazer parte da vida de Affonso Solano. Já na fase pós-eleição, num jantar no Rio de Janeiro, foi convidado a assumir a subsecretaria de Indústria, Comércio, Minas e Energia. “O pedido foi feito por pessoas simpáticas. Então, aceitei a proposta”, relembra. Ainda na gestão de Júlio Campos, assumiu uma das assessorias na Secretaria de Obras, onde conheceu a atual esposa Regina, companheira de terceiro casamento. “Depois disso fui apresentado à cabeça de pacu e não consigo mais sair daqui”, diz com bom humor e sem esconder o sotaque carioca. A experiência na política também é marcada pela passagem na Empresa Mato-grossense de Turismo na gestão de Wilmar Peres de Faria. Longe dos cargos políticos, dedica o tempo a escrever um livro. Mas, com o ritmo de sua casa - que lembra uma fazenda - e convivendo com os cantos dos pássaros, não sabe quando irá concluí-lo. “Começo a escrever e me perco no meio de tantas histórias, mas um dia chego ao final”.

Edição EDIÇÃO 16962




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