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Quinta-feira, 17 de Abril de 2008, 22h:43
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CONSULTA UNIVERSITÁRIA
Eleição para reitor da UFMT ocorre hoje
Três professores estão concorrendo à reitoria da instituição para suceder Paulo Speller, que está no segundo mandato
SONIA FIORI
Da Reportagem
São 22.781 professores, técnicos e estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) que poderão participar da consulta hoje para a escolha do sucessor do reitor Paulo Speller. O processo ocorre das 8h30 às 21h30, nos quatro campi e oito pólos da instituição. Os professores Domingos Tabajara, João Pedro Valente e Maria Lúcia Cavalli Neder disputam o cargo. Caso nenhum dos três docentes atinja 50% dos votos, a consulta será decidida no segundo turno entre os dois mais votados, no dia 13 de maio. O orçamento da UFMT para este ano está previsto em R$ 280 milhões, valor maior do que o praticado anualmente pela maioria das prefeituras municipais de Mato Grosso. Apesar de a instituição estar vivendo um clima de disputa eleitoral, a consulta é informal, porém desde 1982 recebe o respaldo do colégio eleitoral, formado por entidades representativas dos três segmentos. A lista tríplice, composta pelos três mais votados, é encaminhada para a Presidência da República. Tradicionalmente, o nomeado também corresponde ao professor que recebe maior número de votos da comunidade universitária. O mandato de reitor é de quatro anos. Speller está no segundo consecutivo. A disputa para o cargo de reitor está sendo uma das mais acirradas. O clima de acirramento não tem gerado reclamações à comissão de consulta. A professora Célia Alves Borges, integrante da comissão, informou ontem no início da noite que o clima era de tranqüilidade. O mandato de Speller termina em outubro. Ontem, na véspera da eleição, os candidatos aceleraram o ritmo e concentraram a campanha no campus da Capital. Domingos destacou a sua meta de conseguir visitar todas as representações da comunidade universitária. João Pedro também deu ênfase às visitas aos setores que ainda não haviam apresentado suas propostas. Apoiada pelo atual reitor, Maria Lúcia também percorreu o campus para destacar as principais metas de seu pleno de gestão. Ela acrescentou ainda que trabalhava com o intuito de oferecer uma proposta que assegure melhor qualidade do ensino, dando suporte para as melhorias nos cursos de graduação e pós-graduação. Com planos de gestão que primam pela renovação de ações na UFMT, Domingos Tabajara e João Pedro Valente concordam em um ponto: acreditam que a Universidade Federal de Mato Grosso está sucateada. Minha chapa trabalha com base em uma gestão de resultados, onde possamos conhecer a realidade do setor. Queremos um modelo de administração ágil, descentralizado e democrático. Queremos voltar às grandes discussões sobre a universidade. Vamos retomar o planejamento conjunto com os setores, disse Tabajara. Valente também possui planos para melhorar o contexto geral da instituição. Segundo ele, suas propostas visam à reforma administrativa com extinção e criação de cargos, além da instituição de programas de qualificação. O professor assegurou ainda que caso vença as eleições, realizará um replanejamento da infra-estrutura física da universidade. Temos a proposta de fazer uma gestão que vai da questão da infra-estrutura física a uma reforma administrativa, onde a qualificação dos que integram a instituição estará em primeiro plano, enfatizou Valente.