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Primeira Página
Sábado, 12 de Novembro de 2011, 12h:03

LAND ROVERS

Documentos isentam diretoria

FERNANDO DUARTE
Da Reportagem
A Diretoria de Infraestrutura da extinta Agecopa não participou da compra dos dez Conjuntos Móveis Autônomos de Monitoramento (Comam), incluindo a aquisição Land Rovers, negócio suspenso posteriormente pelo governador do Estado Silval Barbosa (PMDB). Nos ofícios que mostram os trâmites da aquisição, as assinaturas presentes são as dos atuais secretário extraordinário da Copa do Mundo, Eder Moraes, e secretário-adjunto de Projetos Especiais, Jefferson Carlos de Castro Ferreira Júnior. O setor de segurança para a Copa de 2014 era uma prerrogativa da Diretoria de Infraestrutura. Segundo documentos que o Diário teve acesso, no dia 13 de abril de 2010 foi enviado um ofício ao Grupo Especial de Segurança de Fronteira (Gefron) para solicitar um diagnóstico sobre seu trabalho na fronteira. O documento foi respondido com detalhes sobre os problemas e possíveis soluções para aumentar a segurança na região. Mato Grosso tem 750 quilômetros de fronteira seca. Baseado nessa resposta, no dia 23 de outubro (seis meses depois), a Assessoria de Segurança da Agecopa concluiu um parecer técnico. No dia seguinte, um ofício é encaminhado ao Gefron e a então Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). Dia 4 de novembro, o Gefron respondeu o documento e o processo ficou ‘parado’ na diretoria, já que a Secretaria de Segurança nunca se manifestou. Sete meses depois, a decisão de aquisição dos veículos acontece (dia 7 de junho de 2011). Após quase uma semana, no dia 15 de junho, outro documento mostra a exposição dos motivos para a compra. No dia 17 de junho, o então diretor de Infraestrutura da extinta Agecopa, Carlos Brito, assinou um despacho cobrando da presidência da agência que a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp, ex-Sejusp) opinasse sobre a compra. Nesse despacho, o ex-diretor cobra um posicionamento da presidência da Agecopa, já que, no dia anterior, tanto Moraes quanto o secretário de Segurança Pública, Diógenes Curado, formalizam a parceria entre os dois órgãos. Bate-boca - Cerca de três meses depois, a população conheceu como estava o clima na Agecopa. Em uma audiência para discutir o modal da Copa (na Assembleia Legislativa), Brito e Moraes discutiram usando a bancada do plenário. Naquele dia, o ex-diretor de Infraestrutura se queixa de que não tinha informação sobre o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e o Bus Rapid Transit (BRT). Moraes destaca que certas informações são estratégicas e devem ficar na presidência da Agecopa. Com o bate-boca, há redução dos ‘poderes’ da diretoria, estopim para a futura extinção da agência.

Edição EDIÇÃO 16967




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