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Quinta-feira, 04 de Fevereiro de 2010, 09h:36

CHAPA PROPORCIONAL

Discurso é para ampliar aliança

JEAN CAMPOS
Da Reportagem
Ganha corpo a discussão entre PR, PMDB e PT com a finalidade de estender às candidaturas para deputado estadual e federal a aliança já formalizada para a disputa aos cargos majoritários. Na manhã de ontem, o governador Blairo Maggi (PR) recebeu em seu gabinete o deputado Sérgio Ricardo (PR) e o vice-governador Silval Barbosa (PMDB) para discutirem de que forma os partidos irão convencer o PT que se mostra resistente em selar o acordo. Após reuniões, deputados e membros da executiva estadual do PR decidiram levar ao governador a intenção de cobrar do PMDB uma aliança nas proporcionais como retribuição ao apoio do partido na candidatura de Silval Barbosa ao governo do Estado. Além de buscar atingir a meta de 100 mil novos filiados em Mato Grosso através da “Caravana PR 22” - que visitará 18 cidades-polos do Estado -, o PR pretende elevar as chances de aumentar a bancada no Legislativo estadual com o acordo partidário. Não só o PR, mas os demais partidos, temem que, diante do quociente eleitoral, não consigam eleger um número satisfatório de representantes. Ao término da reunião de ontem, Sérgio Ricardo preferiu não dar detalhes sobre a conversa com o governador. Apenas confirmou que o partido discute a composição com o PMDB e adiantou que a executiva estadual republicana irá se reunir, novamente, na semana que vem para avançar as conversas. O vice-governador Silval Barbosa, que viajaria para uma reunião em Brasília para audiência no Ministério do Planejamento, afirmou que o diálogo entre os partidos que apoiarão sua candidatura sinaliza para uma composição nas proporcionais. “Queremos montar um ‘chapão’ e estamos próximos de um entendimento”, disse Silval. Na avaliação do deputado Alexandre César (PT), o partido tem condições de aumentar sua bancada na Assembleia, de dois para quatro deputados. Contudo, o parlamentar pondera que o partido precisa de cautela à definição de aliança nas proporcionais. “É hora de fazer contas. Dependendo da chapa, podemos até diminuir as chances de eleger novos deputados. Um ‘chapão’ que seja instrumento apenas de reeleição não é o melhor para o PT”, pontuou.

Edição EDIÇÃO 16962




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