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Quinta-feira, 10 de Março de 2011, 22h:19

FIM DO ‘MANDATO’

Diretório do PDT está sem comando

HUMBERTO FREDERICO
Da Reportagem
Desde sábado passado o diretório regional do PDT em Mato Grosso está oficialmente sem comando. É que nesta data se encerrou o prazo da Comissão Provisória, que estava instalada no Estado, e tinha como presidente o ex-deputado estadual Otaviano Pivetta. Segundo o senador pela sigla, Pedro Taques, os dirigentes pedetistas em Mato Grosso estão conversando com a cúpula nacional na busca de um entendimento sobre quem vai fazer parte da próxima Comissão Provisória. “Ainda não temos nada definido. Temos que escolher um nome, e já estamos em conversação com a cúpula nacional do partido. Esperamos que até a próxima semana possamos definir esta situação”, afirmou o senador. Questionado se ele poderia assumir a sigla no Estado, Taques preferiu desconversar. Fontes da cúpula pedetista informaram que a primeira opção do partido para assumir a presidência do PDT em Mato Grosso seria o deputado estadual Zeca Viana. Mas o parlamentar teria recusado o cargo. Outro cotado à função foi o ex-presidente da sigla, Otaviano Pivetta. Mas, devido a seu projeto de retornar à prefeitura de Lucas do Rio Verde, não teria aceitado. Portanto, hoje o nome mais cotado a assumir o PDT em Mato Grosso é o do senador. Na próxima terça-feira, o fundador do PDT no Estado, Mário Marcio Torres, e os militantes Rodrigo Lima e Valdinei Barbosa viajam para Brasília, e vão se reunir com o presidente nacional da sigla, Manoel Dias, e com Taques, em busca de um consenso em torno da nova Comissão. “Queremos consenso para acabar com as divergências internas do partido. Nosso grupo quer prestígio pela importância histórica que temos na construção do PDT em Mato Grosso. Mas vamos respeitar a liderança do Pedro Taques, e sabemos que necessitamos dele para engrandecer ainda mais o partido”, disse Rodrigo. Desde as eleições estaduais do ano passado o grupo do senador Taques e o de Rodrigo Lima e Mário Marcio Torres estão rachados. Taques teve desavenças com Rodrigo, que no meio da disputa tentou "empurrar" a sigla para o apoio a Silval Barbosa, preterindo assim o candidato da coligação "Mato Grosso Muito Mais", Mauro Mendes (PSB). Em contrapartida, Torres revelou simpatia aos projetos dos tucanos Wilson Santos e Antero Paes de Barros, para governador e senador, respectivamente.

Edição EDIÇÃO 16966




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