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Quarta-feira, 21 de Setembro de 2011, 07h:00

Diretoria colegiada não funciona desde a sua criação

RENATA NEVES
Especial para o Diário
Desde sua criação, o modelo da Agência Estadual de Execução de Projetos para a Copa do Mundo (Agecopa) desagradou. Idealizado pelo ex-governador Blairo Maggi (PR), o projeto inicial da Agência estabelecia a formação de uma diretoria colegiada, com seis diretores e um diretor-presidente. O primeiro a desaprovar o modelo foi o ex-presidente da autarquia, Adilton Sachetti. Ele deixou o cargo após desentendimentos com os demais diretores e por discordar do modelo colegiado e do perfil dos gestores - mais políticos do que técnicos - selecionados para os cargos. As críticas feitas por Sachetti foram reforçadas pelo deputado estadual Emanuel Pinheiro (PR). Logo que assumiu uma vaga na Assembleia Legislativa, no início do ano, o deputado alertou para falhas no projeto original que poderiam prejudicar o andamento dos trabalhos. A ideia do parlamentar era criar uma Secretaria especial ou extraordinária da Copa (Secopa), a exemplo do modelo adotado nos demais estados. No entanto, o republicano voltou atrás após pedido do governador Silval Barbosa (PMDB), que temia perder recursos de financiamentos que já haviam sido liberados pela Caixa Econômica Federal (CEF). Posteriormente, Pinheiro apresentou um Projeto de Lei Complementar, aprovado por unanimidade na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, que alterou o modelo de gestão de colegiado para presidencialista. Diante das dificuldades encontradas mesmo com o novo modelo e dos constantes desentendimentos entre o atual presidente da autarquia, Eder Moraes e o diretor de infraestrutura, Calos Brito, o governador decidiu retomar a ideia apresentada pelo deputado.

Edição EDIÇÃO 16967




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