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Segunda-feira, 04 de Março de 2013, 20h:48

Deputado petista avalia que PMDB será mais prejudicado

A indicação da construção de um projeto para candidaturas próprias ao Executivo pelo PMDB em todo o país já pode indicar o início de uma ruptura na aliança junto ao Partido dos Trabalhadores (PT), ao menos em Mato Grosso. Contudo, o deputado estadual Alexandre César (PT) considera que, se o fato se concretizar, os peemedebistas é que ficam “para trás” na disputa para as eleições 2014. O parlamentar explica que caso a intenção se confirme, em nada muda o projeto do PT de liderar a disputa à sucessão do governador Silval Barbosa (PMDB), uma vez que os petistas já estão trabalhando há tempos a construção de um nome para concorrer ao pleito, e conta com opções para projetos de aliança. Ele pondera ainda que se todos os partidos optarem por candidatura própria as coligações é que perdem. “O nosso projeto não muda em nada. As eleições ainda estão muito distantes para definir, mas nós temos as alianças nacionais que pressupõem as alianças regionais. Então, se cada partido sair com um candidato, tudo fica complicado, mas dentro do projeto nacional nós temos uma variedade de aliados. O PT já optou por ter candidato próprio, então agora o PMDB é que está atrás”, reiterou. As siglas seguem a indicação de aliança nacional, já encenada no Estado nas eleições de 2012, quando Lúdio Cabral concorreu ao Palácio Alencastro ao lado de Francisco Faiad (PMDB). Era declarado publicamente o desejo de continuidade da união, porém a executiva nacional afirmou que é preferência da legenda que em todos os estados a agremiação tenha candidatura própria, chocando com o PT. No lado petista, já se estuda trabalhar com o nome do juiz federal Julier Sebastião da Silva, que embora não confirme candidatura, é o eterno cogitado. Até o presidente da legenda em Mato Grosso, Willian Sampaio, já defendeu que o magistrado foi convidado para disputar a Prefeitura de Cuiabá no ano passo, mas, com a relutância, Lúdio Cabral assumiu o posto. Caso Julier decida assumir uma candidatura ao pleito, ele terá apenas a antipatia do deputado estadual Ademir Brunetto, que afirma que sequer conhece o juiz e nunca o viu numa reunião partidária. Todavia, o parlamentar é voto vencido na legenda devido ao seu posicionamento mais crítico em relação ao governo Silval Barbosa (PMDB) na Assembleia Legislativa. No segundo plano, é cotado ainda o ex-vereador Lúdio Cabral, derrotado nas eleições do ano passado, mas que surpreendeu a base ao começar com pouco mais de 5% das intenções de votos do eleitorado e ter chegado ao segundo turno na disputa com o atual prefeito Mauro Mendes (PSB). O secretário de Estado de Educação, Ságuas Moraes, também é uma possibilidade analisada pelo PT. (PV)

Edição EDIÇÃO 16963




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