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Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2014, 21h:00

Delator teria se negado a fazer parte das fraudes

Um empresário foi responsável por delatar o esquema de fraude no pregão nº 93 do ano de 2011 realizado pela Secretaria de Estado de Administração (SAD) referente a serviços gráficos. Ele não aceitou ser conivente com o esquema, que resultou num superfaturamento de mais de R$ 40 milhões, e fez delação premiada para o Ministério Público Estadual (MPE). As investigações da Operação iniciaram com denúncias em fraudes em licitação envolvendo a Secretaria de Estado de Comunicação e a Secretaria de Estado de Administração junto ao segmento de empresas do ramo de gráficas. O MPE encaminhou a denúncia para a Delegacia Fazendária e a delegada Liliane de Souza Murata Costa iniciou as investigações. O contrato foi assinado em 2012 com a SAD e em 2013 um inquérito policial foi instaurado, que resultou na deflagração da operação Edição Extra na manhã de ontem. "Recebemos denúncia de um empresário que foi chamado para uma das reuniões e não quis aderir às condições impostas pelo grupo de empresários para participar do pregão", declarou a delegada. O delegado Carlos Fernando Cunha contou que havia um esquema de conivência de vários empresários do ramo gráfico e que as licitações já nasciam com vícios para beneficiar determinada empresa. Por isso, apesar de o superfaturamento já constatado neste pregão nº 93 já ser de R$ 40 milhões, o valor desviado pode ser ainda maior. Isto porque outras irregularidades podem ser constatadas em outros contratos realizados com o governo não apenas com a Gráfica Print, mas outras empresas do ramo. Outros empresários deverão ir à Delegacia Fazendária para prestar esclarecimento, que, acordo com o delegado, eles teriam sido coniventes com o esquema. Servidores públicos também poderão ser investigados, assim como os dois secretários-adjuntos presos na Operação. Cunha explicou que Elpidio Spiezzi Junior, que atualmente está na Secretaria de Estado de Comunicação, na época era o responsável por fiscalizar o contrato e teria sido omisso inclusive com a apresentação de documentos falsos. Já o coronel Jose de Jesus Nunes Cordeiro, da Secretaria de Estado de Administração (SAD), foi quem conduziu o certame e, de acordo com testemunhas, teve influência sobre a fraude. (AM)

Edição EDIÇÃO 16963




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