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Segunda-feira, 12 de Abril de 2010, 22h:29

OPERAÇÃO HYGEIA

Defesa vê falhas da PF e pede liberdade

Advogados também apontam que clientes já tiveram seus bens e documentos apreendidos e sequestrados por decisão judicial

ANA ROSA FAGUNDES
Da Reportagem
Os advogados de defesa dos acusados na Operação Hygeia vão tentar revogar a prisão temporária na própria Justiça Federal. O principal argumento é a falta de necessidade da prorrogação da prisão, visto que os detidos já prestaram depoimento e tiveram bens e documentos apreendidos e seqüestrados. Na decisão da Justiça que prorroga 26 das 31 prisões feitas, um dos argumentos é de que a prisão de parte dos investigados é importante para evitar coerção sobre testemunhas, como índios, que podem comprovar que agentes de saúde não compareciam aos trabalhos; e servidores subordinados às pessoas que estão presas. A delegada da PF que conduz a investigação, Heloísa Albuquerque, também afirma que os depoimentos foram do acusados foram contraditórios. Ulisses Rabaneda, que defende Carlos Roberto de Miranda, tesoureiro do PMDB; Rafael Bastos, assessor parlamentar do deputado federal Carlos Bezerra (PMDB); e José Luis Gomes Bezerra, sobrinho do deputado, afirmam, porém, que o processo é falho. Ele reclama que não houve nenhuma sustentação por parte da Polícia Federal ou do juiz que apontem que os acusados poderiam ter tal conduta. Os irmãos Valdebran e Valdemir Padilha também continuam presos. Valdebran ganhou os noticiários em 2006, quando foi preso pela Polícia Federal, acusado de negociar um dossiê contra tucanos. Para a PF, ele é considerado um lobista e tem esquemas de direcionamento de licitações em diversas prefeituras do interior e também na Funasa. O advogado dos irmãos, Roger Fernandes, discorda da prorrogação da prisão e vai tentar a revogação das prisões. Ele afirma que seus clientes colaboram com a investigação, e, além disso, ele têm residência fixa, podendo ser intimados para novos depoimentos. Já a defesa do ex-prefeito de Santo Antônio de Leverger apela também para a saúde frágil de Faustino Dias. O advogado Sebastião Monteiro afirma que Faustino sofre de crônica patologia cardíaca, carregando, inclusive, um marca-passo cardíaco definitivo. Por isso, ele precisa de uso regular de medicações e acompanhamento ambulatorial. Além disso, Monteiro argumenta que, como Faustino é ex-prefeito e não tem ligação com a administração de Santo Antônio, ele não pode ter acesso a qualquer documento que interesse à investigação. Alguns dos acusados tentaram reverter a prisão no Tribunal Regional. Ex-coordeandor da Funasa, Marco Antônio Stangherlin, e Rodrigo Guerra Duarte tiveram pedido de habeas corpus indeferidos pelo Tribunal Regional Federal.

Edição EDIÇÃO 16962




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