Primeira Página
Segunda-feira, 26 de Março de 2012, 22h:57
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Defesa de Juarez Costa diz que esperava parecer do MP
O novo parecer do Ministério Público, que pede a cassação do registro e diploma do prefeito de Sinop, Juarez Costa (PMDB), e do vice, Aumeri Bampi (PT), foi recebido com naturalidade pelo advogado de defesa do gestor, Alexandre Pereira Gonçalves. Já esperava por essa decisão, pois o Ministério Público também recorreu e não iria contra ele próprio, disse Alexandre. Seria estranho se viesse de outra forma, a nosso favor. O advogado informou que já tinha conhecimento da decisão e que, inclusive, já teria uma cópia do parecer. Gonçalves falou que, por enquanto, não há o que fazer, pois é preciso aguardar a decisão do TRE, que irá analisar o parecer do MP e julgar a ação. Mesmo não tendo descartado a possibilidade em haver uma condenação, Alexandre Gonçalves não acredita na cassação. Olhando pelo lado da possibilidade, isso [cassação] pode acontecer como também não. Vamos esperar e ver a decisão do Tribunal [eleitoral], enfatizou, assegurando que, caso haja o voto pela saída de Juarez da prefeitura, irá entrar com recurso junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Mas espero que a Justiça siga a linha que está nos autos [processo]. Segundo o advogado de defesa, as provas apresentadas pela coligação para denunciar o atual gestor foram manipuladas e o vídeo enviado à Justiça foi editado. Além de provas nulas, fraudadas e forjadas, eles não retiraram a edição das imagens, onde em um primeiro momento um provável contratado mostra o vale combustível, filmado em um local, e depois aparece essa mesma pessoa abastecendo o carro no posto, argumenta. Com certeza, eles compraram esse vale combustível, compraram um adesivo [de carro] do Juarez e foram abastecer no posto para forjar essas provas que eles mesmos esqueceram de retirar da edição. Ele disse ainda que a apreensão dos vales-combustíveis, na época, foi arbitrária, pois, segundo ele, a coligação Todos por Sinop, do então candidato, havia prestado contas sobre a distribuição dos combustíveis. Não justificava a apreensão dos vales, pois já havia sido feita a prestação de contas. A Justiça Eleitoral já sabia sobre esses vales, já tinha conhecimento, enfatizou. Estou tranquilo quanto a esse processo. Vou fazer o meu trabalho, pois o prefeito foi eleito com 70% dos votos [34.069] e estão querendo cassá-lo em cima de provas fraudadas e de filmagens montadas. Não vejo nada dentro desse processo que condene Juarez. Os argumentos [provas] não condizem com a realidade, finalizou. (MHB)