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Segunda-feira, 05 de Maio de 2008, 21h:53

DIVERGÊNCNIAS

De aliados, PPS e PMDB partem para racha

Presidente regional do PPS, deputado Percival Muniz, alega que o PMDB descumpriu acordo firmado em 2007 entre as duas agremiações

SONIA FIORI
Da Reportagem
Sob o argumento de descumprimento de um acordo por parte do PMDB, o PPS, liderado pelo deputado estadual Percival Muniz, costura um projeto de candidatura própria para o município de Rondonópolis. Para complicar a conjuntura local, o próprio Muniz admite encabeçar a disputa. O parlamentar rechaçou o comportamento do PMDB por descumprir um entendimento feito entre as duas siglas em 2007 para a construção do Fórum de Partidos. Na prática, a quebra da parceria entre as legendas começa a dar novos contornos à política no município. Caso as discussões se confirmem, Muniz poderá passar de aliado a adversário do deputado estadual Zé Carlos do Pátio (PMDB). O dirigente do PPS liderou na tarde de ontem reunião do diretório de Rondonópolis. A pauta do encontro se ateve, principalmente, a defesa feita por membros da sigla para que Percival assuma a corrida à prefeitura. Muniz lembrou que a idéia de lançar projeto próprio foi inserida no PPS depois que o PMDB passou a ignorar a força política do PPS em Rondonópolis. “Houve um acordo em 2007 de que seria construído o Fórum de Partidos. A idéia consistia em escolher um candidato com base em pesquisas eleitorais. Mas o PMDB quebrou esse acordo ao afirmar que não vai participar desse processo”, enfatizou Muniz. Ao criticar a postura do PMDB, Percival afirmou que a sigla peemedebista estaria agindo dessa forma por entender que não precisa do apoio do PPS para conseguir vencer as eleições no município. “Acho que agora que eles (PMDB) têm o apoio do PSDB aqui em Rondonópolis não precisam mais do PPS”, comentou. O deputado acentuou ainda a chance de o PPS levar a frente o projeto próprio. Contudo, reconheceu dificuldades para conseguir alicerçar a proposta. “Temos que avaliar todos os caminhos. Estamos apenas no início das discussões e poderemos até apoiar o deputado Zé Carlos do Pátio. Se não conseguirmos estruturar nosso projeto podemos seguir com o Zé. A decisão só ocorrerá em junho”, lembrou. Percival lembrou ainda que o partido avalia dificuldades a serem enfrentadas, caso optem pelo lançamento do seu nome na corrida à administração municipal. De acordo com o parlamentar, um dos maiores enfrentamentos da legenda diz respeito ao tempo reduzido para propaganda eleitoral nas emissoras de televisão, além do um leque reduzido de possíveis aliados para o pleito de 2008 no município. “Não temos nem idéia sobre quem poderia compor com o PPS. Tudo terá que ser pensado, por isso iniciamos as discussões”, disse. Percival também é o coordenador geral do Comitê de Articulação Política do projeto de reeleição do prefeito Wilson Santos (PSDB). Na Capital o arco de alianças do prefeito deve contar com o apoio já anunciado do PMDB. A parceria rendeu ao partido em Rondonópolis a garantia de respaldo da sigla tucana ao pré-candidato pelo PMDB, deputado Zé Carlos do Pátio.

Edição EDIÇÃO 16966




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