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Sábado, 05 de Junho de 2010, 12h:58

Cururueiro agradece o presente

No céu de Nobres, noites enluaradas são o bastante para inspirar o cururueiro Waldemiro da Silva Campos, de 61 anos, a colocar na voz a entonação emocionada que faz dele há décadas um ícone da tradição mato-grossense. No anoitecer da quarta-feira passada (2), ele revelou ter um motivo a mais para afinar a cantoria. “‘Para as mãos de quem faz a cultura do nosso Estado’. Foi isso que o Blairo escreveu quando me deu uma viola de cocho acrílica há alguns anos. Nunca vou esquecer. E hoje, é com grande satisfação que vou tocar para ele”, diz o violeiro. Waldemiro aprendeu a tocar o cururu e o siriri há 43 anos, com o pai Acendino Silva Campos, de 85 anos. Os dois e o parceiro Alcides Rodrigues de Almeida, de 67 anos, formam o grupo Esperança. Durante a passagem do pré-candidato ao Senado, Blairo Maggi, pelo município, o trio tocou para o ex-governador e para a ex-secretária Terezinha Maggi, durante uma apresentação de dança em um espaço improvisado, em frente à Câmara de Vereadores da cidade. Depois da seresta, Waldemiro se aproximou do ex-governador e entregou uma carta de agradecimento em nome da Associação Centro de Tradições Nobrenses de Cururu e Siriri. Mesmo cansado de um longo dia de viagem, Blairo não se recusa a atender o cururueiro. A mesma admiração de Waldemiro pelo ex-governador tem a professora Juziney Moraes, de 34 anos. Moradora de Acorizal, ela se emocionou quando o casal Maggi entrou em sua casa para tomar café. “Preciso de uma casa, porque a minha caiu e agora estou aqui, morando com meus pais. Fiz minha inscrição no programa ‘Meu Lar’, mas quando o senhor saiu, fiquei com medo de não dar certo”, confidencia.

Edição EDIÇÃO 16963




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