O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pode decidir hoje a situação do juiz Fernando Miranda Rocha sobre a vaga de desembargador no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ). O procedimento de controle administrativo está aguardando o pedido de vistas da conselheira-ministra Eliana Calmon. Ele foi eleito desembargador pelo critério antiguidade, mas está impedido de ser empossado por decisão do Conselho. Extraoficialmente a conselheira já decidiu pelo voto, que pode influenciar na definição do conselho. O início dos julgamentos está previsto para 8 horas (horário de Mato Grosso). O advogado de Fernando Miranda, Alexandre Slhessarenko, espera que a decisão saia em breve, pois a demora para a nomeação do juiz é impeditivo para que outros sejam chamados para os cargos de desembargadores. Slhessarenko está em Brasília para acompanhar a sessão. De 30, estão atuando 22 desembargadores. As vagas em aberto são de aposentadorias compulsórias e voluntárias ocorridas desde setembro de 2009. Alguns desembargadores foram afastados por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), também em 2009. Dois estão afastados por decisão do STF. O voto da ministra Eliana Calmon não define o juiz no cargo, mas é muito importante porque a tendência é de ela ter influência, já que analisou por mais tempo o procedimento. Miranda aguarda há um ano e três meses por uma definição, após o conselheiro Felipe Locke Cavalcanti ter se manifestado contrário à nomeação. Segundo Locke, o juiz de Várzea Grande não tem condições para assumir o cargo porque teria várias condenações e uma sindicância no TJ. A alegação para impedir a sua promoção são processos administrativos no próprio TJ. Porém, todos foram arquivados. O conselheiro Marcelo Nobre, depois de pedir vistas, foi divulgado no início deste mês que ele apontou como improcedente o impedimento para que Fernando Miranda assuma o cargo, apesar de todos os argumentos de Felipe Locke.