Os candidatos ao Senado dedicaram seus primeiros programas eleitorais na televisão para enaltecer características pessoais que, na avaliação das equipes de comunicação, podem ajudar a puxar mais votos. O deputado federal Carlos Abicalil (PT) adotou um tom emotivo ao colocar músicos tocando um de seus jingles em instrumentos de corda, do alto de paredões da Chapada dos Guimarães. O petista usou sua experiência de professor para explicar, didaticamente, o papel de um senador. Caminhando numa estrada que corta uma plantação, Abicalil destacou sua capacidade de dialogar com o governo federal, fator que, segundo ele, influencia na maior liberação de recursos para o Estado. O ex-procurador da República Pedro Taques narrou seu histórico no Ministério Público Federal e conclamou o eleitorado para uma campanha limpa. Sem imagens externas, o pedetista fala diretamente ao eleitor numa gravação feita em estúdio. Ele apimenta o pleito eleitoral afirmando que fará política sem conchavos e sem acordos na calada da noite. Ao lado de todos nós. Esse é o mote da campanha do ex-senador Antero Paes de Barros (PSDB), que tenta voltar ao parlamento. O programa de Antero teve vários VTS. Ele aparece ao lado da família e atuando como senador. Suas aparições no Jornal Nacional e no programa de entrevistas do apresentador Jô Soares enalteceram a imagem do cuiabano que se diz o mais preparado entre os candidatos. O tucano foi o único a usar tradução simultânea em linguagem de sinais (libras). O senador Jorge Yanai (DEM), que substitui Gilberto Goellner (DEM), pede votos como o único candidato de origem nipônica do Brasil. (JC)