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Primeira Página
Sexta-feira, 29 de Agosto de 2008, 21h:46

FRENTE A FRENTE

Candidatos se alfinetam em debate

ALEX FAMA
Da Reportagem
Depois de um início em clima amistoso entre os candidatos à Prefeitura de Sinop, Juarez Costa (PMDB) e Paulo Fiúza (PV), o debate realizado na TV Band Sinop, na noite de anteontem, teve momentos de confronto entre eles. Durante quase duas horas, os dois postulantes responderam a perguntas de jornalistas convidados e questionamentos entre si apontando suas propostas de governo. Ainda em clima ameno, Juarez e Fiúza responderam a perguntas de cinco jornalistas convidados pela emissora sinopense. A coordenadora do curso de jornalismo da Facenop, Juliana Borges, questionou os candidatos sobre educação. O editor do Diário Regional, Daniel Pettengill, formulou sua pergunta sobre geração de emprego. Já o diretor de jornalismo da Band Sinop, Daniel Coutinho, indagou sobre a área da saúde. A presidente do Sindicato dos Jornalistas (Sindjor) em Sinop, Daniela Melhorança, questionou sobre segurança pública. Enquanto que o repórter de política, Alex Fama, questionou sobre o atual sistema de transito no município. O primeiro a responder os questionamentos dos jornalistas foi Fiúza, seguido das explanações de Juarez. Já o segundo e terceiro blocos foram de questionamentos entre os dois postulantes. O clima começou a ficar mais “quente” quando Fiúza logo no início do bloco perguntou quais os indústrias, como deputado estadual, Juarez trouxe para o município. Em sua resposta, o peemedebista alegou que quem é o responsável por trazer indústrias é o prefeito. Para ele, a distância entre governo do Estado e municipal atrapalhou a instalação de novas empresas. Juarez testou a habilidade de Fiúza ao questioná-lo sobre suas propostas de governo em relação ao discurso do empresário em asfaltar todo o município de Sinop e a construção de cinco mil casas. Fiúza respondeu que já realizou todo um planejamento em relação à administração pública. Para ele, a administração municipal deve trabalhar com planejamento. De acordo com o candidato, dinheiro tanto do governo Estadual e federal há para realizar as suas propostas. Mas o clima ficou mais tenso quando o Fiúza indagou Juarez sobre uma possível demissão em massa da administração pública, caso seja eleito. O peemedebista não gostou da pergunta e retrucou Fiúza para que ele apontasse em algum momento ou em uma gravação em que Juarez aparecesse falando que iria fazer demissões na Administração Pública. Segundo ele, muitos dos funcionários públicos são amigos seus e que não vai fazer nenhum tipo de corte ou enxugamento da máquina pública municipal. Para ele, tudo não passou de uma estratégia da coordenação de Fiúza para jogá-lo contra os funcionários públicos. Como não poderia deixar de perguntar, Juarez afirmou que as empresas que Fiúza comanda estão paradas. Ao que o empresário disse que continuam ativas, apenas com uma movimentação reduzida. Aproveitando a deixa, Fiúza questionou o fato de o parlamentar licenciado ter uma empresa inativa e devedora de impostos municipais, que na declaração de bens à Justiça Eleitoral foi declarada com o valor de R$ 70 mil, enquanto que o patrimônio seria de R$ 2 mil. Juarez alegou que a empresa citada está inativa desde 2000 e que está regular em seus impostos.

Edição EDIÇÃO 16962




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