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Quinta-feira, 30 de Agosto de 2012, 09h:18
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ACIDENTE/GOL
Câmara quer que EUA reabram processo
A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados aprovou o requerimento de indicação sobre o caso do acidente com o Voo 1907 da Gol, que em 29 de setembro completará seis anos. O acidente aconteceu no norte de Mato Grosso. O documento sugere ao Ministério das Relações Exteriores, com participação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que encaminhe à Organização Internacional de Aviação Civil pedido para que o governo dos Estados Unidos promova a abertura de processo administrativo para apurar as circunstâncias e punir todos os responsáveis pelo acidente. Em 29 de setembro de 2006, as aeronaves Boeing 737-800, pertencente à empresa Gol Linhas Aéreas, e Embraer Legacy 600, pertencente à ExcelAire Services Inc., se chocaram, o que acarretou a morte de 154 pessoas. Os pilotos norte-americanos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino, que estavam no jato Legacy que se chocou contra o Voo 1907 da Gol, foram considerados os responsáveis pelo acidente aéreo. O pedido, assinado pela presidente da comissão, deputada Perpétua Almeida (PcdoB/AC), é fundamentado na Convenção de Aviação Civil Internacional, de 1944 (Convenção de Chicago), que obriga a cada um dos Estados contratantes a processar todos os infratores dos regulamentos em vigor, aí incluídos os relativos à segurança da aviação. O insustentável posicionamento das autoridades norte-americanas, que se negam a iniciar um processo administrativo relativo ao caso, com a finalidade de apurar responsabilidades, viola frontalmente a Convenção de Chicago, enfatizou a deputada. No Brasil - Em abril de 2011, os pilotos foram condenados em Primeira Instância a cumprir serviços comunitários e a terem os brevês cassados pelo período de quatro anos e quatro meses. Pelo processo administrativo da Anac e do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), os pilotos foram autuados por três motivos: voaram em espaço aéreo de separação vertical reduzida (RVSM), sem autorização e desligaram o transponder e o equipamento TCAS II, impedindo assim que o avião da Gol percebesse que o jato estava na rota errada e que causaria a colisão. Mesmo com essas provas, os dois pilotos norte-americanos continuam voando, pela American Airlines e pela Excel Air, e não tiveram seus brevês cassados pela Federal Aviation Administration (FAA).