Responsável em questionar no Supremo Tribunal Federal (STF) os critérios do Fundo de Participação dos Estados enquanto governador de Mato Grosso, o senador Blairo Maggi (PR) revelou que se articula para assumir papel estratégico na votação do projeto. Solicitei a relatoria desse processo quando chegar à Comissão de Assuntos Econômicos. Tenho algumas ideias para a distribuição desses recursos desde o tempo de governador e quero muito contribuir, comentou. Maggi classifica de injusto os atuais critérios do FPE e ressalta que atualmente impera favorecimento excessivo aos estados do Nordeste. A Bahia ganha três vezes mais do que a soma dos recursos que são encaminhados aos estados do Centro-oeste. Não tenho nada contra o Nordeste, pelo contrário, reconheço sua participação para a importância da economia brasileira, mas não pode existir uma discrepância tão enorme. Ao reconhecer as discrepâncias no modelo atual, Maggi cita propostas que poderão ser acrescentadas ao projeto. A proposta que vou trabalhar é a criação de mecanismos para definir o percentual de cada Estado. Também defendo que, à medida que a economia do país vai crescendo, o que cresce passa para quem tem direito a crescer e vai mantendo assim até equilibrar a receita. Por outro lado, o senador Jayme Campos (DEM) defende que a discussão do FPE é oportuna para o Congresso Nacional aprofundar questões em torno da reforma tributária. O Brasil precisa de revisão urgente na cobrança de impostos. O setor produtivo não pode continuar sendo sacrificado. Ao mesmo tempo, os estados precisam de mais recursos para atender às demandas sociais e estruturais. Isso envolve Fundo de Participação dos Municípios e royalties de petróleo. (RC)