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Sábado, 20 de Junho de 2009, 13h:16
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Baixa receita da dívida ativa
SONIA FIORI
Da Reportagem
Caberá também a Assembleia Legislativa avaliar a recomendação do Tribunal de Contas do Estado (TCE) relacionado à possível omissão do Estado sobre o recebimento e recuperação da dívida ativa de Mato Grosso. A impropriedade, relatada pela auditoria da Corte de Contas, aponta falha da administração estadual para assegurar o recebimento de créditos de contribuintes inadimplentes inscritos na dívida ativa do Estado. Conforme os dados do relatório do TCE, que analisou as contas do Estado referentes ao exercício de 2008, dos R$ 99,366 milhões baixados no referido ano, o montante de R$ 67,895 milhões se refere à compensação de cartas de crédito. Como as cartas de crédito são títulos emitidos pelo governo em reconhecimento a débitos da administração pública, a auditoria do Tribunal entendeu que não houve eficácia nas ações que visam assegurar o recebimento dos débitos. Na defesa, o governo destacou que a Procuradoria Geral do Estado (PGE) cobra judicialmente todos os créditos inscritos em dívida ativa. Sustentou ainda que muitas vezes, o Poder Executivo se frustra por não conseguir encontrar os contribuintes inadimplentes ou bens passíveis de penhora. Acrescentou ainda que a administração pública estadual dispõe de cadastro dos devedores de tributos, impondo-lhes severas restrições e limitações decorrentes da dívida do Estado. A administração estadual também argumentou que em relação ao exercício de 2007, houve aumento de 353% na arrecadação da dívida ativa. No entanto, a auditoria do TCE rebateu as ponderações ao ressaltar que embora observado um acréscimo no estoque de 5,79% em relação ao exercício anterior, o efetivo ingresso de recursos provenientes da dívida ativa foi insignificante em valor correspondente a 1,63% do saldo inicial, ou seja, o Estado recebeu menos que o esperado. Conforme consta no voto do relator das contas do governo no TCE, conselheiro Valter Albano, esse desempenho entre a inscrição e o recolhimento da dívida ativa indica, entre outras constatações, que a área jurídico-fiscal do governo ainda não realizou providências suficientes para reduzir o estoque de créditos inscritos ou que as medidas até então adotadas não lograram êxito ao menos no que diz respeito ao exercício de 2008.