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Terça-feira, 25 de Outubro de 2011, 20h:18
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DEFESA PÚBLICA
Avalone nega falha de construtora
O deputado estadual Carlos Avalone (PSDB) usou a tribuna da Câmara de Vereadores, ontem pela manhã, para fazer a defesa da construtora Três Irmãos, responsável pela reforma no pronto-socorro de Cuiabá. Parte do teto da unidade de Saúde desmoronou há duas semanas. Avalone articulou, por meio da bancada do PSDB na Câmara, a defesa da construtora da sua família por entender que o seu nome foi usado politicamente. Segundo o deputado, o desabamento de parte do teto ocorreu por problemas de manutenção posteriores à reforma. O atendimento ao público no pronto-socorro está suspenso há duas semanas. Os vereadores também atribuíram os problemas no local à gestão municipal. A obra foi entregue em abril do ano passado, ainda na administração Wilson Santos (PSDB). O parlamentar reclamou do desgaste à construtora em função do problema, conforme ele, alheio à reforma feita pela Três Irmãos. Houve a remoção de uma telha para um serviço de manutenção e deixaram restos de materiais em cima do teto, que acabou retendo as saída de água, danificando o forro de gesso. Foram vários assuntos diferentes que podem ter causado o desmoronamento de uma parte do forro, relatou Avalone. Ele apresentou na Câmara de Vereadores uma série de fotos feitas ontem no pronto-socorro. Engenheiro, Avalone tentou fazer explicações técnicas sobre o assunto. A construtora Três Irmãos, conforme o deputado, um dia após o alagamento no pronto-socorro, se colocou à disposição do prefeito Chico Galindo (PTB). A empresa, em conjunto com a prefeitura, está reparando os eventuais problemas. Segundo ele, sem ônus ao Poder Público. Contudo, não precisou a data da conclusão do reparo. Em um primeiro momento, Avalone teve 10 minutos para prestar seus esclarecimentos. Em seguida, os vereadores poderiam fazer os questionamentos. As explicações técnicas do deputado parecem ter convencido os parlamentares municipais, que responsabilizaram a prefeitura pelo ocorrido. O vereador Domingos Sávio (PMDB) questionou sobre os eventuais prejuízos financeiros. Avalone disse a empresa vai assumir as despesas. Os vereadores Deucimar Silva (PP) e Toninho de Souza (PSD) também questionaram o deputado. Porém, diante dos esclarecimentos técnicos, não foram feitos novos questionamentos. Vereador de oposição, Lúdio Cabral (PT) disse que o fechamento do pronto-socorro não ocorreu apenas pelo desmoronamento do teto. Ele atribuiu a suspensão do atendimento ao público a uma decisão arquitetada para privatizar a unidade de saúde municipal. O prefeito de Cuiabá, com os secretários de Saúde do município e do Estado, criou um ambiente de caos para privatizar o pronto-socorro, denunciou.