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Sábado, 10 de Novembro de 2012, 14h:09

2014

Até agora, Maggi, Taques e Riva polarizam

Mesmo assumindo lados opostos no pleito cuiabano, PR e PMDB – assim como PSD - devem formar aliança para disputar o governo do Estado. Taques teria apoio do ‘MT Muito Mais’

RENATA NEVES
Da Reportagem
Passadas as eleições municipais, partidos políticos de Mato Grosso começam a se articular para o pleito de 2014, no qual a população elegerá os novos governador, senador, deputados federais e estaduais. O cenário atual aponta para uma provável aliança entre PR, PMDB, PT e PSD para a disputa ao governo do Estado. Do outro lado, devem permanecer unidos PDT, PSB, PPS e PV, partidos que compõem o movimento “Mato Grosso Muito Mais”. Até o momento, estão cotados para encabeçar a disputa à majoritária o ex-governador e atual senador Blairo Maggi (PR), o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual José Riva (PSD), e o senador Pedro Taques (PDT). Na eleição à prefeitura de Cuiabá, o PR permaneceu em lado oposto ao PMDB e PT. Enquanto os republicanos apoiaram a candidatura do empresário Mauro Mendes (PSB), que venceu o pleito, os peemedebistas financiaram a candidatura de Lúdio Cabral (PT). O PSD, por sua vez, lançou candidatura própria no primeiro turno e apoiou o candidato petista no segundo. A tendência de formação de aliança entre PR, PMDB, PT e PSD foi confirmada pelo líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado estadual Romoaldo Júnior (PMDB). “O PR fez uma composição diferente na Capital, mas na maioria dos municípios esteve com a gente e acredito que em 2014 estará junto, sim, assim como o PSD”. Neste cenário, o grupo chegaria a um consenso em relação aos nomes de Maggi e Riva. “Ano que vem é o ano da decisão. Está muito cedo pra falar ainda, porém não acredito que eles se enfrentem em uma disputa. A tendência é que o grupo defina entre um dos candidatos”, declarou Romoaldo. O parlamentar também confirmou os planos do partido de lançar o governador Silval Barbosa (PMDB) ao Senado Federal. Sua candidatura, contudo, estaria condicionada a um resultado positivo de sua gestão. “Vai depender do andamento do seu governo. Se ele conseguir implementar todos os projetos, o que deve acontecer, será potencial candidato ao Senado”. Nos bastidores, comenta-se que o projeto incluiria a saída de Silval do governo para concorrer à vaga, seguida da posse do vice-governador Chico Daltro (PSD) no Tribunal de Contas do Estado (TCE) e consequente assunção de Riva ao comando do Executivo estadual, o que fortaleceria sua candidatura. Presidente do diretório estadual do PDT, deputado estadual Zeca Viana acredita que o casamento entre PR e PMDB “não terá vida longa” e torce pela permanência dos republicanos no grupo, fortalecendo eventual candidatura de Taques ao governo. “Não vejo dificuldades do PR apoiar a candidatura do senador Pedro Taques ao governo. Acho que deveríamos unir Taques e Maggi. Lançar os dois à disputa seria desperdício, já que ambos são grandes lideranças”. A possibilidade, no entanto, não foi confirmada por Maggi. “Essa é uma declaração de um partidário do PDT. É natural que diga isso, mas o assunto ainda não foi discutido. O jogo está zerado a partir do momento que terminaram as eleições. A partir de agora, vamos conversar novamente com os grupos políticos”, respondeu, quando questionado sobre a declaração de Viana. Ele, inclusive, já declarou publicamente sua intenção de marchar ao lado de Silval. “Quem está como adversário hoje pode estar como aliado amanhã. Silval foi meu vice-governador. Eu o apoiei, eu o ajudei a ser governador. Tenho o maior respeito por ele, e vou continuar tendo até o último dia do mandato dele. E eu, sinceramente, espero que possamos estar no mesmo palanque em 2014”, disse, poucos dias antes da eleição do segundo turno. Secretário-geral do PR, o deputado estadual Emanuel Pinheiro, classifica como “natural” a sigla caminhar ao lado do PMDB em 2014. “É natural que isso aconteça, afinal o PR ajudou a eleger o governador e faz parte da base de sustentação de seu governo”.

Edição EDIÇÃO 16962




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