Apesar de todos os debates, representantes da bancada de Mato Grosso depositam pouco crédito para uma aprovação rápida e eficaz da matéria. Pouco otimista sobre a questão da redução da carga de impostos, o deputado Eliene Lima (PP) entende que a esse item só será colocado em prática com mais uma década de discussão. Teremos mais debates que deverão ser prolongar por vários anos. A proposta está longe de proporcionar a desoneração, que deverá ser gradativa e deve acontecer de fato no decorrer de uma década, salientou. No entendimento do parlamentar, o Brasil já possui hoje condições reais de implantar uma redução de tributos. Não acredito que a reforma passará este ano. O regimento é muito democrático e às vezes isso atrapalha. Um partido com apenas três representantes consegue parar tudo aquilo que está de acordo entre os demais parlamentares, observou. De acordo com ele, se não houver participação dos governos o pedido de mudanças não será sustentado. Carlos Abicalil também entende que a matéria só deverá dar seu maior salto no próximo ano. A Reforma Tributária está na CCJ. Depois disso será preciso criar uma comissão especial para discutir a matéria então não aposto que o texto seja aprovado em 2008. Também tem a questão eleitoral que poderá desviar as atenções, ponderou. O entendimento de que a reforma ainda está longe de ser posta em prática também é compartilhado pelo deputado Valtenir Pereira (PSB). A grande angústia do povo está concentrada na idéia de desoneração da carga tributária, acrescentou. (SF)