O prefeito de Sinop, Nilson Leitão (PSDB), declara acreditar que o apoio do governador Blairo Maggi (PR) à candidatura do deputado estadual Juarez Costa (PMDB) foi o principal motivo à debandada do empresário Irineu Martins (PSDB) da corrida sucessória. Essa questão do Maggi pesou. Acho que ele se sentiu desprestigiado. Maggi foi o grande articulado da adesão do PR à candidatura de Juarez, após várias incursões do PSDB e DEM na tentativa de cooptar a legenda. O governador, contudo, se esvai de qualquer culpa no declínio. Eu realmente dizia que apoiaria um empresário, mas nunca disse que era ele, alertou. Entre os argumentos expostos a Leitão, o empresário teria mencionado que negócios pessoais em curso teriam tornado a candidatura algo incompatível. Irineu recuou do projeto político anteontem, após já ter anunciado em ato oficial do PSDB local a empreitada pela sucessão do prefeito Nilson Leitão. A decisão incitou a polêmica na política de Sinop. Os motivos teriam sido expostos a Leitão em reunião com empresário na manhã de terça-feira, no gabinete do prefeito, durante a manhã. O encontro durou cerca de duas horas. No mesmo dia, Irineu divulgou uma gravação a veículos de comunicação da cidade declinando da candidatura. Leitão rechaça que o desempenho nas pesquisas eleitorais, inferior a Juarez, tenha desencorajado o correligionário. Ele terminou agora um novo empreendimento e não quer se desgrudar dos negócios. Matemática não era o problema para um cara que tinha 30% nas pesquisas sem lançar sequer o nome. Mas afinal, decisão não se explica. Temos que aceitar. Ontem, Nilson Leitão se recusava a anunciar quais os principais nomes aventados no grupo político para substituir a figura de Irineu. Ele reconheceu que o sucessor natural nessa situação seria o deputado estadual Dilceu Dal Bosco (DEM), que já rechaçou categoricamente qualquer interesse na candidatura a prefeito. Ele lembra que a decisão final será adotada em conjunto, entre PSDB, DEM, PSB e PTB, após uma bateria de reuniões. Não vamos levantar nada na emoção. Vamos refletir.