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Primeira Página
Quinta-feira, 02 de Outubro de 2014, 20h:45

WHATSAPP

Aplicativo foi usado para ataques

O principal alvo foi o deputado José Riva (PSD), quando ainda estava como candidato; na reta final, Pedro Taques (PDT) e Lúdio Cabral (PT) também foram atacados

ALLINE MARQUES
De Cáceres
Apesar de já ter sido usada em outras campanhas, as mídias sociais ganharam ainda mais força para as eleições de 2014 e ainda com um novo aliado: o whatsapp. O aplicativo foi responsável por espalhar virais pelas redes, principalmente os conteúdos sem autoria. A maioria com ataques a um ou outro candidato. Os principais alvos foram os candidatos deputado José Riva (PSD), quando ainda estava como candidato, e na reta final Pedro Taques (PDT) e Lúdio Cabral (PT). Mas mesmo com uma participação mais tímida na campanha, o candidato ao governo pelo Psol, José Roberto, foi alvo das sátiras, principalmente após os debates devido a seu mau desempenho no confronto direto com os adversários. Janete Riva (PSD), com pouco mais de 20 dias de campanha, também teve diversos memes circulando nas mídias sociais, mas principalmente em grupos de whatsapp. Já os virais de Taques e Lúdio eram com conteúdos mais ofensivos e ataques, principalmente sobre os aliados de ambos. Além de vídeos apócrifos com denúncias contra os candidatos. No entanto, o whatsapp também foi usado, por todas as coligações, para a comunicação interna e mobilização dos militantes. Grupos foram criados tanto de coordenação, comunicação e de apoiadores para propagar os conteúdos das mídias, agenda e as ações. O especialista em marketing digital, Leandro Magalhães, conta não ter recebido nenhum conteúdo por whatsapp com questões positivas ou propositivas: foram todos com ações ofensivas, portanto entende que o aplicativo, apesar de importante, não foi utilizado de maneira adequada pelas equipes. Por outro lado, Leandro ressalta que as mídias sociais foram melhor usadas do que na campanha de 2012 e isso deve-se ao profissionalismo que foi dado à área. Na avaliação dele, as campanhas demonstraram mais maturidade nas redes, além de um integração maior com as mídias off line, como TV, rádio e assessoria de imprensa. “Houve um falar coerente com o que se ouvia na TV, na rádio com as mídias. Esta integração foi percebida pela linguagem visual, padronização de layout e pelo tom da conversa”, explicou. Questionado sobre as diferenças das campanhas nas redes, Magalhães destaca a foi possível identificar o candidato que iniciou o planejamento das mídias muito antes da campanha, além dos que souberam interagir mais com o eleitor e usar o monitoramento para pautar os programas e as mídias off. “Nas mídias sociais é muito mais difícil porque é muito comum que as pessoas reclamem, protestem, pois atrás de uma máquina é mais fácil falar e acaba se tornando uma vitrine na quais as pessoas querem jogar pedra, mas algumas coligações conseguiram responder melhor, de forma mais ágil e tirar proveito do que o eleitor queria”. Apesar da importância, Leandro não acredita que influenciará de forma direta no resultado das eleições, mas foi fundamental para fortificar a imagem do candidato. Uma dica é que os candidatos continuem com suas mídias ativas após a campanha. “Especialmente, após a eleição tem muito político que vai saber utilizar esta base que ele construiu para trabalhar de 2 a 4 anos e estar consolidado. É preciso entender que as mídias não morrem com as eleições. Isto é um trabalho contínuo e não adianta fazer às vésperas de uma eleição”, observa.

Edição EDIÇÃO 16962




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