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Sábado, 07 de Abril de 2012, 14h:25

Anildo: Cuiabá paga preço alto por desordem

Prefeito de Cuiabá entre os anos de 1983 e 1985, Anildo Lima Barros também aponta a falta de recursos como a principal dificuldade que enfrentou, além do período de adaptação pessoal ao sistema público de administração, já que antes de assumir a prefeitura exercia atividades na iniciativa privada. “Levei cerca de seis meses para me adaptar ao sistema público. Minha maior dificuldade era lidar com político. Rompida essa barreira, outra dificuldade foi a falta de caixa”. O ex-prefeito destaca a construção da canalização dos córregos Manuel Pinto e 8 de Abril, e a reestruturação da avenida Fernando Corrêa como os principais legados de sua gestão. Também foi ele o idealizador dos projetos ‘Cura’ e ‘Pró-Morar’, e do ‘Programa Terra da Gente’ (Protege), cujo objetivo era regularizar terras invadidas. “À época entreguei mais de três mil títulos a moradores que estavam em situações desconfortáveis”. Anildo também foi o criador da Associação Mato-grossense de Transportadores Urbanos (MTU), hoje MTU, e da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), juntamente com prefeitos de outros municípios do Estado. Em sua avaliação, o grande problema de Cuiabá esta relacionado à questão da saúde. “Infelizmente, Cuiabá cresceu de forma desordenada e paga um preço muito caro por essa desordem. Se isso não for resolvido, a cidade continuará sendo uma metrópole capenga”. Apesar da visão crítica, Anildo afirma que Cuiabá tem uma logística privilegiada devido à proximidade com a Amazônia e que tem tudo para se tornar uma cidade excelente para se viver. “Tenho certeza de que todos esses problemas serão sanados. Cuiabá é uma cidade pujante e, apesar das dificuldades, tem tudo para se tornar uma metrópole maravilhosa”. (RN)

Edição EDIÇÃO 16962




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