Candidato a prefeito de Cuiabá, Adolfo Grassi (PPL) afirma que evita disparar críticas ao seu adversário, vereador Lúdio Cabral (PT), por receio de sofrer retaliação por parte do governador Silval Barbosa (PMDB). De acordo com ele, em 2010, ele chegou a ser repreendido pele chefe do Executivo. Na época, Grassi apoiava a candidatura de Mauro Mendes para governo do Estado. Ele afirma que foi usado pelo socialista para desferir críticas a Silval, que também disputava a eleição. Lúdio é o candidato do governador e eu sou servidor público estadual e sindicalista, então tenho que tomar cuidado ao falar do governo. Ele é o meu chefe. Já fui punido por ter apoiado Mendes em 2010. As coisas ficaram mais difíceis para mim no trabalho por conta disso. Além disso, Grassi também rebateu as acusações de alguns de seus adversários de que estaria atuando a mando de outra candidatura. Eu estou a mando dos interesses do povo de Cuiabá. As insinuações contra o candidato foram desferidas por conta de sua linha de trabalho, apresentada nos programas eleitorais de televisão. Grassi tem utilizado seu espaço na mídia para atingir o candidato socialista, a quem já apoiou no passado. Em inserções veiculas na semana passada, o Pátria Livre (PPL) comparou a posição privilegiada da esposa de Mauro Mendes, Virgínia Mendes, em uma Ferrari, com um cidadão com carrinho de mão. Por conta disso, perdeu parte de seu tempo de TV.