Pouco depois de assinar um termo de cooperação com a Advocacia-Geral da União (AGU), o presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Gilmar Mendes, afirmou ontem que a parceria vai permitir uma articulação mais afinada e sintonizada entre os dois órgãos. O acordo servirá para aumentar a troca de informações entre os dois órgãos. É um passo importante na institucionalização da defesa dos atos do CNJ, disse Gilmar Mendes, que também preside o Supremo Tribunal Federal (STF). Para o ministro, o conselho é um dos órgãos que mais têm sofrido questionamentos, já que atua na sistemática de controle do Poder Judiciário. Ao citar números elevados de mandados de segurança e de ações diretas de inconstitucionalidade, ele avaliou que a cooperação com a AGU vai dar preparo adequado para que se esclareçam as posições assumidas pelo CNJ. Perguntado se a assinatura do acordo é importante para a atuação do órgão em casos de nepotismo, o ministro cobrou apenas uma pacificação do entendimento sobre o assunto para que se possa separar o joio do trigo. O advogado-geral da União, Luís Inácio Lucena Adams, afirmou que o termo de cooperação vai fortalecer a missão institucional do CNJ e permitir a abertura de um canal privilegiado com a AGU. É fundamental que essa função potencialize a defesa do CNJ como órgão essencial que é, disse. Segundo ele, a Advocacia-Geral da União estuda a assinatura de um acordo de cooperação técnica também com o Senado Federal e com a Câmara dos Deputados.