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POLÍTICA
Terça-feira, 14 de Julho de 2020, 18h:38

APÓS MORTE DE LÍDER

Pastores vão à Justiça pelo controle das Assembleias de Deus

Corrida pela sucessão do líder Sebastião de Souza ocorre menos de uma semana de sua morte por Covid-19

RODIVALDO RIBEIRO
Da Reportagem

Com as mortes por Covid-19, em sequência, do vice e do presidente das Assembleias de Deus em Mato Grosso, pastores Sebastião Rodrigues de Souza e Rubens Rodrigues de Souza, foi iniciada a corrida pela ocupação dos dois postos por via judicial, menos de uma semana depois das mortes.

A primeira ação - das muitas que devem ocorrer - foi impetrada na 9ª Vara Cível da Comarca de Cuiabá, na segunda-feira(13), pelo pastor Gutemberg Brito Junior, que ofereceu o colega Enézio Barreto Rondon para o cargo, via pedido liminar.

A juíza Sinii Savana Bosse Saboia Ribeiro rejeitou a liminar por falta de documentação.

Enézio é o primeiro tesoureiro da Convenção dos Ministros e começou a busca pela vaga menos de sete dias depois da morte de Sebastião, que também era o vice da mesma convenção de ministros em âmbito nacional, deixando um vácuo de poder duplo: local e nacional, onde a principal figura é o pastor bolsonarista Silas Malafaia.

As duas posições têm peso considerável nos atos de controle das ações pastorais.

Também designa ações para os rebanhos de fiéis e, especialmente, à ala política da igreja, a maior do país, entre as dez congregações evangélicas representadas no Congresso Nacional.

"Como ficará claramente demonstrado na exordial, o direito autoral está embasado na escolha pelo fato de que o indicado para exercer a função de administrador provisório, respondendo, na forma de seu estatuto, pela representação judicial e extrajudicial da pessoa jurídica, é ministro do Evangelho (pastor)", consta em trecho da ação.

A conta não inclui os pastores egressos das igrejas protestantes, nascidas na Reforma do século 16: Luterana, Presbiteriana e Metodista Pietista.

"Outrossim, a Igreja está sem comando, sem representação diante da membresia, das instituições financeiras e, em última análise, até mesmo diante do poder público (RFB, União, Estado etc.), sem a possibilidade de gerir seus negócios bem como de cumprir seus fins", prossegue a ação.

O pentecostalismo nasceu nos Estados Unidos, no final do século 19.

O neopentecostalismo tem raízes profundas no Brasil.

Pragmatismo na fé e aproximação com a política laica, externa à igreja, é uma das características desse tipo de entendimento sobre o cristianismo.

Na ação, pastor Gutemberg avisa para o "risco de falência" das Assembleias no Estado porque, sem um administrador, o procedimento corrente é o muito provável congelamento das contas bancárias da instituição e do CNPJ. 

"Sem a nomeação de administrador provisório, e aguardando-se o costumeiro desenrolar da presente demanda, ao fim e ao cabo, poderá ser que a Igreja sequer tenha condições financeiras e administrativas de continuar suas atividades", alegou. 

A magistrada Saboia Ribeiro deu 15 dias para que os advogados apresentem a documentação correta.


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