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POLÍTICA
Segunda-feira, 01 de Agosto de 2022, 17h:30

PALANQUE DA DISCÓRDIA

Mauro diz que não vai permitir imposição de Jair Bolsonaro em MT

Proposta de palanque múltiplo não agrada ao Palácio Planalto, que prefere prioridade para Wellington

KAMILA ARRUDA
Da Reportagem
Secom-MT
O palanque aberto pode provocar uma crise de relacionamento entre Mauro e Bolsonaro

O governador Mauro Mendes (União Brasil) afirmou, nesta segunda-feira (1º), que ainda não bateu o martelo quanto à possibilidade de palanque aberto para disputa pela vaga no Senado.

De outro lado, ele garantiu que não irá permitir que o presidente Jair Bolsonaro (PL) interfera em sua decisão. 

O chefe do Executivo Estadual disse que isso será definido em consenso com os partidos e lideranças que compõem a sua base aliada.

Ele afirmou que sequer chegou a tratar sobre isso com o presidente da República.

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“Não conversei com ele sobre isso, mas o presidente tem que se preocupar com a eleição de presidente. A eleição de Mato Grosso, nós aqui cuidamos, fazemos... Não tem problema nós dialogarmos com o presidente ou com outras lideranças, mas essas definições são tomadas no âmbito de Mato Grosso”, disse o governador. 

Mauro Mendes observou que esse assunto era para ter sido fechado na semana passada, mas a sua ausência em Mato Grosso impossibilitou que as articulações afunilassem.

O governador passou a semana em São Paulo, acompanhando a sua esposa, a primeira-dama Virginia Mendes, que teve voltou a fazer exames. 

“Era para ter fechado na semana passada, mas tive que me ausentar. Mas, nesta semana, vamos retomar essa conversa, porque alguns partidos defendem isso. O PSB e o MDB defendem isso, e senador Wellington Fagundes defende diferente. Esta semana, vamos ter que encontrar um denominador comum para encontrar uma decisão”, disse.

Por outro lado, ele admitiu que o senador Wellington Fagundes (PL), que irá disputar a reeleição, está trabalhando no sentido de garantir uma aliança fechada entre União Brasil e Partido Liberal para o Senado. 

“É natural que ele seja contra o palanque aberto. Todo mundo na política e na vida quer construir aquilo que é melhor para você. Então, ele está correto. Ele defende com os argumentos dele”, disse. 

Questionado se o martelo sobre isso não poderá ser batido na quarta-feira (3), durante reunião dos prefeitos de Mato Grosso com o presidente, ele negou.

“Isso vai ser feito aqui em Mato Grosso. Isso não é um assunto para ser resolvido em Brasília. Brasília resolve os problemas de Brasília e Mato Grosso resolve os problemas de Mato Grosso”, completou.

Além de Wellington Fagundes, o grupo de Mendes tem a médicaia Natasha Slhessarenko (PSB) como pré-candidata ao Senado.

Além disso, o MDB e o PSD, que integram o arco de alianças do governador, ainda têm esperanças de atrair novamente para o grupo o deputado federal Neri Geller (PP), que se aliou à Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) e ao grupo de esquerda para viabilizar o seu projeto ao Senado.

A maior dificuldade do palanque aberto, contudo, não seria a quantidade de candidatos ao Senado, mas sim o palanque presidencial.

CasoMendes bata o martelo e defina pelo palanque aberto, Bolsonaro terá que dividir espaço com Simone Tebet (MDB) e ainda com o ex-presidente Luiz Inácio Lula do Silva. 


Edição edição 16957




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