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POLÍTICA
Quarta-feira, 09 de Março de 2022, 11h:07

EM PRÉ-CAMPANHA

Emanuel admite articulação por candidatura ao Governo do Estado

Prefeito de Cuiabá faz críticas a Mauro Mendes e afaga funcionalismo e bloco de oposição

KAMILA ARRUDA
Da Reportagem
Emanuel Pinheiro

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), parace cada vez mais empenhado em viabilizar o seu nome para a disputa eleitoral marcada para outubro deste ano.

Na noite de terça-feira (9), em uma live, o emedebista se colocou, mais uma vez, à disposição de seu grupo político para encarar a disputa pelo Governo do Estado, no que seria um confronto direto contra o governador Mauro Mendes (UB), que deve disputar a reeleição. 

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Para fazer essa construção, o chefe do Executivo Municipal irá sair de férias no próximo dia 15, retornando ao Palácio Alencastro apenas em 28 de março.

Nesse período, ele disse que vai se dedicar à articulação política. 

Emanuel lembrou, também, que nesse contexto do grupo, outro nome colocado para encarar a disputa ao Governo é do ex-deputado federal Nilson Leitão (PSDB).

“O maior motivo para eu não ser candidato a governador é Cuiabá. E o maior motivo para eu ser candidato a governador é Cuiabá. Não podemos entregar o Estado na mão de pessoas descompromissadas, desconectadas da realidade pujante que vive Mato Grosso e que vivem apenas para seu umbigo. Então, eu não consigo aceitar, então estou colocando o meu nome, ao lado do Nilson Leitão”, disse o prefeito, na transmissão ao vivo.

O prefeito fez uma série de críticas à gestão estadual e afirmou que vai buscar seus aliados políticos, a fim de amadurecer a ideia de candidatura para "tirar" Mauro Mendes do Paiaguás.

Ele disse que vai começar a sua empreitada buscando apoio no funcionalismo público.

“Quero procurar o Fórum Sindical, que foi fundamental nas minhas duas eleições à Prefeitura de Cuiabá. Vocês estão satisfeitos com o que está aí? A maior perseguição e derrocada da história de direito dos servidores públicos? Quero falar com o nosso exército da prefeitura. Nossos servidores sabem o carinho, respeito e o amor que são tratados. Por isso, Cuiabá está mudando. Um canteiro de obras, de ações e realizações... Desejo os servidores ao meu lado, nem atrás e nem a minha frente, do meu lado”, disse. 

O chefe do Executivo Municipal ainda garantiu que irá buscar o apoio do setor produtivo, da Fecomércio, da CDL, das indústrias, dos empresários, além das lideranças políticas que queiram conversar. 

“Quero conversar com os nossos prefeitos, ex-prefeitos, vereadores, deputados federais, senadores, sobre se estão satisfeitos com o tratamento que está sendo dado. É isso que vocês querem para Mato Grosso? Essa arrogância, que olha todo mundo de cima para baixo, essas decisões vieram para sacrificar a sociedade, que está aniquilando o poder de compra do trabalhador, que está sacrificando o setor produtivo que não aguenta mais pagar o governo que implantou o maior número de taxação da história”, completou.

Na semana passada, Emanuel articulou duas reuniões políticas, a fim de dar sequências às negociações visando às eleições deste ano.

Participaram do encontro lideranças como o senador Jayme Campos (UB) e seu irmão Júlio Campos (UB), o deputado federal Emanuelzinho Pinheiro (PTB), o deputado estadual Carlos Avallone (PSDB), Leitão, e o senador Wellignton Fagundes (PL). 

Na oportunidade, eles tentaram convencer Fagundes a encarar a eleição contra Mendes, tendo em vista que ele já teria o apoio do presidente Jair Bolsonaro (PL). 

O congressista, contudo, não se empolgou e deseja disputar a reeleição.

A decisão dele foi respeitada e, por isso, outros nomes passaram a ser colocados em discussão.

“Esse grupo se formou naturalmente e não concorda com Mato Grosso sendo administrado por uma panelinha, que não conhece as necessidades da população. Um grupo político que não entende o isolamento do atual Governo de todos os segmentos da sociedade, que não dialoga, age com arrogância, prepotência, de goela abaixo e não tem uma política social sequer que possa diminuir esse poço de exclusão social. É inadmissível Mato Grosso ser um Estado rico com um povo pobre. É inadmissível o Governo propagar que as contas estão no azul, enquanto o povo está esgoelado com as contas no vermelho”, completou o prefeiro, em sua live.


Edição EDIÇÃO 16967




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