POLÍCIA
Segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009, 23h:42
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POLICLÍNICA DO COXIPÓ
Vítima vai processar prefeitura por tiro
Família do estudante Roany Silva Corrêa, que está internado no PSC depois de levar um tiro na unidade, quer responsabilizar município pelo fato
ADILSON ROSA
Da Reportagem
A família do estudante de Direito Raony Silva Corrêa, de 21 anos, informou que vai mover uma ação na Justiça de danos morais contra a prefeitura de Cuiabá, uma vez que ele foi vítima de tentativa de homicídio ocorrido dentro de uma policlínica, um órgão público municipal. Raony foi baleado no tórax no momento em que levava um amigo lesionado até a policlínica do Coxipó, na madrugada de sábado. Internado no Pronto-Socorro de Cuiabá (PSC), o estudante está se recuperando. Ele já está andando e se movimentando pela enfermaria do quarto andar da unidade. Raony terá uma avaliação médica hoje e poderá ser liberado. O estudante foi baleado no sábado de madrugada, após a policlínica ter sido cercada por ao menos 10 pessoas e, em seguida, invadida. Os criminosos queriam atacar um amigo de Raony, identificado como Flaviano. Este foi levado pelo estudante para ser medicado. Na confusão, foram disparados vários tiros contra o amigo do estudante de Direito. Um tiro atingiu Raony, que estava dentro da policlínica. O autor do disparo foi identificado como Lenon. Ele teria fugido num Gol prata com outros dois ocupantes. O motivo do conflito seria uma briga numa boate do Centro, envolvendo rapazes de bairros diferentes por causa de algumas garotas. Eles chegaram a trocar socos e chutes. Um amigo de Raony ficou lesionado e resolveu procurar a policlínica do Coxipó, por dois motivos. Um, porque evitaria confeccionar um boletim de ocorrência, e outro, porque estaria próximo da casa dele, no Jardim Cuiabá, explicou um funcionário da policlínica que atendeu os rapazes. Ele acrescentou que, assim que foi buscar os documentos no carro, percebeu a aproximação da gangue do Lenon e retornou. A partir daí, houve o cerco e a invasão da policlínica que obrigou os funcionários a se esconderem. Na confusão, Raony foi baleado e socorrido por uma ambulância da própria policlínica. Tivemos que nos esconder na rouparia. Estávamos em seis pessoas num cubículo, tremendo de medo que invadissem aqui. Teve gente que se escondeu embaixo da primeira mesa que encontrou, relatou a recepcionista Olci Matos. A enfermeira-chefe Lúcia Helena Zanardo também ficou apavorada. Ela disse não saber o que fazer diante da gritaria e dos tiros. Essa não é a primeira vez que a policlínica é alvo de violência. Tudo, porque falta um posto policial, frisou. Lúcia Helena acrescentou que os brigões se dirigiram à policlínica por justamente não ter um posto policial. Se tivesse, teriam que se explicar, preencher boletim de ocorrência, fornecer endereço, destacou.