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POLÍCIA
Sábado, 07 de Abril de 2012, 14h:24

Viciados em droga já são parte da paisagem urbana

Ao contrário do que se via até uma década atrás, hoje é possível encontrar na área central ou periférica de Cuiabá grupos ou indivíduos caminhando como zumbis, visivelmente sob o efeito de drogas. Muitos, até revirando cestos de lixo como animais e comendo os restos encontrados, como a equipe de reportagem testemunhou esta semana no bairro CPA IV, setor V. No programa de segurança (PAS), de 2010, a prioridade, o item que encabeça a lista, é o combate às drogas e o tratamento de dependentes. Mas o “Programa Cidade Limpa Contra as Drogas”, de abril de 2010, parece não andar na velocidade esperada, ou melhor, proposta e necessária. Conforme estatística da própria polícia, que consta no Plano de Enfrentamento às Drogas, dos 199 homicídios ocorridos em 2010, 88 tiveram a droga como motivação direta (acerto de contas por dívida do tráfico ou consumo e outras). O próprio governo diz, no detalhamento desse plano, que, na Segurança Pública, “vê-se que a problemática das drogas perpassa por vários tipos de crimes, desde a motivação para os crimes contra o patrimônio, passando pelos homicídios relativos às disputas pelo tráfico, até o próprio comércio ilícito e a lavagem de dinheiro”. Entretanto, até mesmo antes do lançamento o Conselho de Entorpecentes (Conen-MT) enfrenta problemas para abrir vagas para tratamento dos dependentes químicos. O governo praticamente não oferece o serviço (a não ser a unidade de internação masculina do Hospital Adauto Botelho) e o Centro Psicossocial (Ciaps), com serviço ambulatorial. As clínicas particulares, a maioria ligada a alguma igreja, que ao longo de décadas vem substituindo o setor público em mais essa área, em sua maioria são informais e não conseguem firmar convênio com órgãos públicos. Portanto, unidade de saúde para tratamento do dependente continua sendo um grande problema em Cuiabá.

Edição EDIÇÃO 16967




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