Um jovem morreu e três ficaram feridos após uma perseguição policial no bairro Santa Helena. As pessoas estavam em um Pálio branco e não obedeceram a ordem para parar dada pela PM. Os policiais atiraram no veículo e acabaram atingindo a cabeça do soldado do Exército Max Suel Henrique Moura Borges, de 19 anos. O disparo atingiu o parabrisa traseiro e foi parar no motorista. A perseguição ocorreu ontem de madrugada por volta das 4 horas perto do Hospital Santa Helena. No carro, havia uma adolescente de 17 anos e um casal, sendo ela de 18 e o rapaz de 19. Eles tiveram ferimentos leves devido ao acidente, os três não foram atingidos pelos disparos. Baleado, o motorista teria perdido o controle e acabou batendo num poste de iluminação. O choque foi tão violento que os passageiros não conseguiram sair. A lateral e a frente do Pálio ficaram destruídos. Nada de ilegal foi encontrado dentro do carro. Segundo o relato de testemunhas, o motorista morreu sentado no banco do carro. Os três passageiros foram levados ao pronto-socorro de Cuiabá, onde passaram pelo box de emergência e foram liberados. De lá, foram levados para a Delegacia Especializada do Planalto para confecção do boletim de ocorrência. Os policiais checaram os documentos e descobriram que o Pálio era furtado. O proprietário foi localizado e disse que o veículo fora furtado de uma boate, que fica perto de uma casa noturna na MT-251, saída para Chapada dos Guimarães. Cheguei à noite, fiquei algumas horas. Quando foi lá pelas 3 horas, saí e não vi mais o carro, relatou. Ao invés de ligar para a Polícia, resolveu ir até o Coxipó do Ouro tomar banho de rio. Só depois pensou em procurar a Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos (DERRFVA) para registrar queixa. O que chamou a atenção dos policiais é que o carro estava com a chave original, uma situação incomum. Diante de tantas contradições, os jovens não foram autuados por receptação. O assassinato de Max Suel, por sua vez, está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, onde o delegado Valfrido Franklin do Nascimento instaurou inquérito. (AR)