O empresário Julio Uemura saiu ontem da prisão e retornou para casa após conseguir uma liminar junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). O ministro Celso Limongi acatou pedido da defesa e ordenou que o empresário cumpra prisão domiciliar até que o mérito de habeas corpus seja julgado. Uemura já havia gozado da prisão domiciliar, mas o benefício tinha sido revogado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Uemura é acusado de comandar uma quadrilha que utilizava laranjas e empresas fantasmas para adquirir mercadorias de grandes fornecedores de hortifrutigranjeiros do país e não pagar os produtos. No total, 30 pessoas foram indiciadas na chamada Operação Gafanhoto. Entre elas estava a sobrinha do empresário, a estudante de direito Eiko Uemura, de 23 anos, cujo corpo foi encontrado na quarta-feira (29) no Portão do Inferno, na estrada que dá acesso a Chapada dos Guimarães.