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Cuiabá MT, Quarta-feira, 24 de Junho de 2026

POLÍCIA
Sábado, 19 de Janeiro de 2013, 13h:11

ADOLESCENTE

Três pessoas indiciadas por aborto

Três pessoas foram indiciadas pela Polícia Judiciária Civil por auxiliar uma adolescente na prática de crime de aborto. O caso é investigado pela Delegacia Especializada do Adolescente, que instaurou inquérito para apura aborto praticado por uma adolescente de 15 anos, natural de Portugal. A garota, em setembro passado veio para o Brasil, acompanhada do namorado brasileiro, de 21 anos, morador da região do Coxipó, em Cuiabá. A Polícia Civil indiciou indiretamente a mãe da adolescente, Maria Adelaide Mengas Matafome, uma famosa cantora portuguesa e atriz residente naquele país; e diretamente o namorado da adolescente Jean Carlo de Lima Arruda, 21 anos, e sua mãe Graziela Aparecida Torres de Lima, ambos com moradia em Cuiabá. A adolescente em conflito com a lei também vai responder pela infração de “aborto provocado” artigo 124, do Código Penal Brasileiro. O namorado, a mãe dele e a mãe da menor vão responder pelo crime de “provocar aborto com o consentimento da gestante” artigo 126 do Código Penal Brasileiro, com pena de reclusão de até 4 anos. A mãe da adolescente teve sua qualificação indireta obtida por meio de redes sociais abertas. O delegado titular da Delegacia do Adolescente, Paulo Alberto Araújo, também expediu carta rogatória, via Interpol, as autoridades portuguesas para que procedam interrogatório da mulher e devolva a Polícia Civil mato-grossense para juntada nos autos. O caso chegou à Delegacia depois que menina deu entrada no Hospital Julio Muller com fortes hemorragias, consequências da ingestão de 4 comprimidos de um medicamento comprado por meio de um site holandês, que enviou ao Brasil 10 drágeas da substância altamente abortiva. Após tomar conhecido, o Hospital oficializou a Polícia Civil e a menina foi abrigada em uma casa de retaguarda, na Capital. Durante o trabalho de aborto, a adolescente estava com o namorado e a mãe dele, que seria a avó do feto. No entanto, a menina teve hemorragia e precisou ser levada ao hospital, onde a família criou uma “estória para não incriminar o namorado e a sogra no Brasil. A mãe da adolescente em Portugal, Maria Adelaide, foi contatada por e-mail e essa ligou ainda por volta de 5 horas, no telefone fixo da casa de Graziela, outra avó do feto, falando com cada um em separado e pela ordem: a adolescente, Jean e depois Graziela, no sentido que não deveriam dizer quem era o pai e que a adolescente já veio grávida de Portugal para o Brasil. Segundo delegado Paulo Araújo, a “estória” perdurou até o instante em que a Polícia Judiciária Civil passou a investigar o caso. A mesma versão foi contada no Hospital que recepcionou o caso; para o Conselho Tutelar, Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional de Mato Grosso, e posteriormente para a Casa da Retaguarda “Tendo essa última já desconfiado que a história não seria verdadeira”, disse o delegado.

Edição EDIÇÃO 16969




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