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POLÍCIA
Sexta-feira, 17 de Dezembro de 2010, 20h:12

ASSALTO E TORTURA

Três menores acusados de roubo em VG

Fim do mistério sobre o assalto ocorrido numa casa no bairro Ouro Branco, em Várzea Grande, onde três pessoas foram torturadas por assaltantes que queriam dinheiro, jóias e um automóvel. Os envolvidos são três adolescentes - um de 14, outro de 15 e um de 16 anos - que invadiram o local e praticaram atrocidades. Os infratores chegaram a colar a boca de uma das vítimas com cola. Não satisfeitos, jogaram álcool ameaçando incendiá-la. Anteontem à tarde, policiais da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos (Derrf) de Várzea Grande localizou o garoto que, na semana passada, completou 16. Ele não só confirmou a participação no assalto como também foi o mentor. “Ele (o adolescente) planejou o assalto porque já havia morado no bairro. Hoje reside no Mapim. Então, convidou os demais para participar da ação criminosa”, explicou a chefe de operações, policial civil Nice Alegria. Segundo ela, o alvo dos garotos não era o automóvel - um Voyage novo – mas, sim um suposto cofre que não existia, além de dinheiro e também jóias. “Eles queriam o carro, o Voyage, apenas para garantir a fuga”, completou a policial. No assalto, os infratores roubaram várias peças de roupa das vítimas, além de calçados e tênis comprados recentemente. Colocaram tudo em sacolas e fugiram num Del Rey do casal, estacionado nos fundos. Horas depois, o veículo foi localizado abandonado no Jardim Esmeralda. Os pertences das vítimas, no entanto não foram localizados. À chefe de operações, o adolescente não soube explicar por que o trio usou tanta violência, mas os policiais acreditam que eles já estão acostumados a praticar truculência com as vítimas. Esse não seria o primeiro assalto da gangue. O adolescente foi preso numa chácara da zona rural de Várzea Grande onde estava escondido. Havia a expectativa de que os demais participantes do assalto estivem juntos. Ontem, o delegado Gianmarco Pacolla enviou o adolescente para o Complexo do Pomeri, pois está com pedido de internação decretada pela Vara da Infância e Juventude de Várzea Grande. “Os outros dois participantes também estão (com ordem judicial de prisão). Por um crime bárbaro desses, acreditamos que deverão cumprir os três anos de internação máxima que a lei permite”, observou o delegado. (AR)

Edição EDIÇÃO 16962




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