POLÍCIA
Sexta-feira, 26 de Fevereiro de 2010, 09h:35
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TRIBUNA DO PÓ
TJ nega soltura e vereadora segue reclusa no Bombeiros
ANDRÉIA CRUZ
Especial para o Diário
A vereadora Regiane Rodrigues de Freitas, acusada pelos crimes de tráfico de drogas e associação ao tráfico, continuará presa. O Tribunal de Justiça negou anteontem o pedido de habeas corpos impetrado pela defesa de Regiane. A decisão é da Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, mantendo liminar que já negava a soltura da acusada. Os advogados da vereadora devem, na próxima semana, ingressar recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Por unanimidade, os desembargadores Alberto Ferreira de Souza e Gérson Ferreira Paes seguiram o voto do relator, o juiz Carlos Roberto Pinheiro, que julgou o caso em consonância com o parecer do Ministério Público Estadual. No dia 15 de outubro de 2009, Regiane Rodrigues, que também atuava como advogada em Colíder (650 quilômetros de Cuiabá), foi presa durante a Operação Tribuna do Pó, deflagrada para desbaratar o tráfico de entorpecentes no norte do Estado. Com a decisão do mérito, a vereadora continuará presa em cela especial no Comando Geral do Corpo de Bombeiros, em Cuiabá. A defesa anterior da acusada já havia entrado com dois habeas corpus. Mas por discordar do direcionamento da tese de defesa, o advogado Hernan Escudeiro Gutierrez acabou deixando o caso. O último habeas corpus foi impetrado pelo novo advogado Miguel Moura, que alega irregularidades no processo de acusação. Essa decisão desfavorável foi uma surpresa, já que o processo contém falhas. Estamos analisando todos os recursos possíveis, pois acreditamos na inocência da vereadora, afirmou Miguel Moura. Apesar da prisão, Regiane Rodrigues goza de licença parlamentar concedida pela Câmara Municipal de Colíder. Mas sem decisão favorável, a vereadora deve continuar presa até o julgamento. OPERAÇÃO Regiane Rodrigues de Freitas foi uma das dez pessoas presas em outubro passado durante a Tribuna do Pó, da Polícia Civil, desencadeada em Colíder. A vereadora é acusada pelo delegado local Sérgio Ribeiro Araújo de armazenar droga em casa e distribuir aos varejistas.