Conhecido como "DG" ou "Gordão", o traficante Emerson Ferreira Lima teve negado pedido de habeas corpus, feito pela sua defesa ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
O pedido foi indeferido pelo desembargador Orlando Perri, no domingo (14).
Emerson foi preso em flagrante, no último dia 10, por obstrução de Justiça, ao quebrar o celular durante cumprimento de mandados judiciais, no contexto da Operação Tempo Extra, da Polícia Civil.
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A ação policial é um desdobramento da Operação Apito Final, que mirou uma organização criminosa que lavava dinheiro do tráfico de drogas, em um esquema da facção criminosa Comando Vermelho (CV), em Cuiabá);..
“A atuação em organização criminosa, aliada à tentativa de ocultar ou destruir provas, legitima a decretação da prisão preventiva, por configurar risco concreto à instrução criminal e à aplicação da lei penal", disse Orlando Perri, em um trecho de sua decisão.
E acrescentou: " A gravidade dos fatos, a função exercida pelo custodiado dentro da facção, a destruição de provas e o histórico de fuga demonstram que medidas cautelares diversas da prisão não são suficientes”.
Gordão é considerado o “contador” do Comando Vermelho e braço forte de Paulo Witer Farias Paelo, o “WT”.
Segundo a Polícia Civil, na deflagração da Operação Apito Final, ele era o responsável por fazer a contabilidade do dinheiro arrecadado no tráfico de drogas e outras atividades ilícitas, além de gerir a distribuição de cestas básicas para famílias indicadas por detentos, de dentro da Penitenciária Central do Estado (PCE), na Capital.
Após a deflagração da operaçção, ele ficou meses foragido e teve a prisão preventiva revogada pelo juiz João Filho de Almeida Portela, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, em dezembro do ano passado, assim como outros alvos da ação.
Ele teve a prisão em flagrante convertida em preventiva e, agora, o habeas corpus negado.
Orlando Perri também determinou que os autos sejam redistribuído para a relatora natural, a juíza Chistiane Costa Marques.
TEMPO EXTRA - A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã do dia 10 passado, a Operação Tempo Extra.
O objetivo era desarticular a atuação de um braço da facção criminosa Comando Vermelho no Estado, envolvida com movimentações milionárias relacionadas às atividades de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
Os principais alvos da ação já foram investigados no âmbito da Operação Apito Final, deflagrada em abril de 2024, que revelou um esquema de lavagem de dinheiro de mais de R$ 65 milhões.
A operação, deflagrada com base em investigações da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco), apura os crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro, representando uma nova investida contra o grupo.
Emerson Ferreira Lima integra a lista de investigados, que é encabeçada por Joseph Ibrahim Khargy Júnior, "herdeeir" de WT, no controle do tráfico, no bairro Jardim Florianópolis, em Cuiabá.
Os outros alvos são:
- Elvis Elismar de Arruda;
- Erison Oliveira Silveira;
- Tayrone Júnior Fernandes de Souza, “faz-tudo” da facção, responsável pela comissão técnica do time amador Amigos do WT e pela ocultação de bens;
- Andrew Nicolas Marques dos Santos;
- Paulo Henrique Prins Paelo, filho de WT.
HERDEIRO NA "QUEBRADA" - O principal alvo da Operação Tempo Extra é Joseph Ibrahim Khargy Júnior.
Ele vem a ser o herdeiro do esquema criminoso que era controlado por Paulo Witer Farias Paelo, o WT, tesoureiro da facção criminosa Comando Vermelho, em Cuiabá
Chefe das investigações, o delegado Rodrigo Azem, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), disse que Joseph responde pelos crimes de tráfico de drogas, organização criminosa, lavagem de dinheiro e roubo.
Ele assumiu o comando do tráfico de drogas do bairro Jardim Florianópolis, considerado o principal território de atuação da facção.
Autodenominado "Dono da Quebrada", ele era responsável por toda a distribuição de drogas no bairro, considerado um dos mais violentos da Capital.
ISOLAMENTO - A Justiça decidiu manter o traficante Paulo Witer Farias Paelo em isolamento, no Raio 8, da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.
A decisão, do dia 21 de agosto, é da Turma de Câmaras Criminais Reunidas, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), presidida pelo desembargador Orlando Perri, e foi definida por unanimidade..
Foi negado agravo interno impetrado pela defesa do traficante.
Paulo Witer cumpre pena de 30 anos, 7 meses e 28 dias de reclusão por roubos, furtos, falsa identidade e posse irregular de arma de fogo.
Ele foi incluído no RDD após investigações apontarem seu envolvimento como líder e tesoureiro da facção Comando Vermelho em Mato Grosso.
Ele é acusado de comandando atividades da facção criminosa, mesmo estando recluso.




