Tese de acerto de contas pode explicar assassinato
O jovem Robson de Campos, de 18 anos, foi assassinado com quatro facadas no tórax na madrugada de ontem, no Jardim Icaraí, em Várzea Grande. O crime teria ocorrido durante a madrugada, mas somente ontem de manhã é que moradores localizaram o cadáver, que fora deixado nas margens de um córrego que passa ao lado do mini-estádio. Um acerto de contas envolvendo drogas é a principal tesa com a qual a Polícia trabalha para esclarecer o crime. Moradores próximos disseram aos policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) que a vítima era usuário de drogas. Os policiais suspeitam que o jovem tenha dado banho comprou e não pagou drogas em algum traficante da região. Mas a família disse desconhecer os motivos, explicou um policial. O delegado Fausto Freitas, de plantão na DHPP, que esteve no local iniciando as investigações, disse que o tráfico de drogas é uma das linhas de trabalho para elucidar o assassinato. Contudo, ainda vamos conversar com a família para saber os verdadeiros motivos, explicou. De qualquer forma, já temos um suspeito em investigação. Robson morava numa casa próxima e estaria voltando para casa no momento em que foi executado. O que chamou a atenção é que na maioria dos crimes de acerto de contas os criminosos usam armas de fogo e não facas, como no assassinato deste jovem. Um levantamento realizado pela DHPP aponta que mais de um terço dos assassinatos está ligado, de uma forma ou de outra, com o tráfico de drogas. São execuções em que a vítima está devendo para traficantes e, como não paga a dívida, acaba assassinada. Em outra situação, são traficantes que se matam disputando pontos de tráficos em diversas regiões da Capital, como na semana passada, em que um homem foi executado a tiros em frente ao Morro da Luz. (AR)