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POLÍCIA
Terça-feira, 03 de Fevereiro de 2009, 21h:33

MORTE POR ASFIXIA

Suspeita de crime sumiu da cidade

A Polícia tenta localizar uma mulher identificada como “Elaine”, que é considerada a principal suspeita de ter matado por asfixia a administradora de empresas Selma Cardes, de 38 anos, assassinada em seu próprio apartamento, situado no residencial Porto do Sol, no bairro Despraiado, em Cuiabá. O crime ocorreu anteontem de madrugada, mas o cadáver só foi localizado na parte da manhã. Elaine foi reconhecida tanto pelos policiais militares que foram atender a ocorrência de madrugada como pelos porteiros do condomínio. Sabe-se que ela trabalhava com Selma numa empresa do ramo de combustível, em Cuiabá. Os policiais foram até a casa da suspeita, no Jardim Industriário, mas nem ela nem o marido foram encontrados. A suspeita é de que o casal tenha se escondido em alguma cidade próxima de Cuiabá. “Não temos dúvidas de quem estamos procurando, até porque ela fugiu da casa onde mora”, explicou um policial que participa das investigações. Testemunhas disseram que Selma recebeu a visita de uma mulher e que, por volta das 3 horas, um vizinho ligou para a PM reclamando do barulho proveniente do apartamento da vítima. Quem atendeu teria sido a mulher visitante, que teria se passado por proprietária do apartamento e assegurado que tudo estava tranqüilo no local. Os policiais acreditam que a esta altura a vítima já estava morta, pois caso contrário, ela poderia ter gritado ou feito algum barulho que chamasse a atenção dos policiais. “O barulho foi grande. Uma briga entre duas pessoas que gritavam, enfim, que perturbavam e, uma pessoa pediu socorro por várias vezes, o que deixou a gente assustada. Então, acho que alguém de algum apartamento próximo ligou para a Polícia, que veio logo. Depois não fiquei sabendo de mais nada”, explicou um morador que saiu para trabalhar. No final da madrugada, um dos porteiros viu a mulher trancando a porta do apartamento da vítima e saindo com as chaves. A suspeita do crime foi vista saindo do prédio a pé pelo portão da frente. Contudo, os moradores disseram que ninguém teria visto quando a mulher entrou. Uma das hipóteses é de que ela tenha ido ao apartamento junto com a própria vítima, que saiu de carro no domingo à tarde e voltou logo em seguida. Os policiais trabalhavam com a hipótese de que o assassinato fosse um crime de latrocínio (roubo seguido de morte), pois a vítima possuía muitas jóias. Eles esperaram a chegada de familiares que, no entanto, não confirmaram ter havido sumiço de qualquer coisa do apartamento. A mãe de Selma também confirmou que nada foi roubado de lá. (AR)

Edição EDIÇÃO 16962




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