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POLÍCIA
Segunda-feira, 16 de Setembro de 2024, 15h:50

ABRIU INQUÉRITO NA PCE

Sesp isola preso suspeito de envolvimento em mortes de irmãs

Dez pessoas já foram presas suspeitas de envolvimento no assassinato, ocorrido em Porto Esperidião

Da Redação
PMMT/PJC
Dois dos 10 presos em força-tarefa das polícias Civil e Militar, no fim de semana, no interior de Mato Grosso

A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) isolou, na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, o suspeito de envolvimento no assassinato das irmãs Rayane Alves Porto e Rithiele Alves Porto.

Também foi instaurado procedimento administrativo para apurar as questões relacionadas ao acesso de telefone celular de dentro da PCE.

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A Sesp está prestando todo o suporte necessário às investigações da Polícia Judiciária Civil, para esclarecimento do caso e responsabilização criminal de todos os envolvidos nos homicídios.

Rayane Alves Porto, 25 anos, e Rithiele Alves Porto, 28 anos, foram assassinadas na madrugada de sábado (14), em Porto Esperidião (326 km a Oeste de Cuiabá), após saírem de uma festa.

Dez pessoas já foram presas suspeitas de envolvimento no assassinato.

O secretário de Segurança, coronel César Roveri, disse que esse crime, assim como todos os atos de violência atribuídos a facções criminosas, tem resposta firme e imediata, conforme as leis criminais brasileiras preveem.

“No caso específico das irmãs, uma força-tarefa mobilizou policiais civis e militares nas cidades de Cáceres e Porto Espiridião e prendeu 10 suspeitos em flagrante, entre eles quatro adolescentes.  Há uma ação enérgica integrada da Polícia Civil e Polícia Militar dando a resposta necessária do Estado”, afirmou Roveri.

O secretário informou ainda que, desde o momento em que o crime chegou ao conhecimento da polícia, as equipes fizeram buscas, levantando informações sobre possíveis envolvidos e provas, e já na sequência ocorreram as prisões dos criminosos.

“Continuamos com esse trabalho de forma ininterrupta para esclarecer e prender todos os envolvidos”, completou Roveri.

De acordo com a PJC, os suspeitos maiores de idade foram autuados por sequestro, cárcere privado, tortura, duplo homicídio, homicídio tentado, lesão corporal, associação criminosa e corrupção de menores.

Já os adolescentes foram enquadrados em ato infracional análogo aos mesmos crimes descritos acima, como prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

O CRIME - No dia do crime, as irmãs estavam acompanhadas de outros dois rapazes.

As quatro vítimas foram rendidas pelos criminosos e obrigadas a seguirem para uma casa, na região central da cidade.

No imóvel, as duas irmãs foram torturadas e mortas por meio de golpes de faca.

Um dos rapazes também foi torturado, teve uma das orelhas e um pedaço do dedo cortado.

Já o quarto jovem sequestrado conseguiu fugir e pedir socorro.

Conforme investigação inicial, o crime foi cometido em razão das irmãs terem, dias antes, tirado foto fazendo gesto que supostamente fazia menção a uma facção rival dos autores do crime.

As diligências continuam visando a identificar a possível participação de outras pessoas no crime.


Edição EDIÇÃO 16956




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