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POLÍCIA
Terça-feira, 29 de Dezembro de 2009, 23h:01

Rotina da vítima pode ter ajudado ação criminosa

STEFFANIE SCHMIDT
Da Reportagem
Calmo, atencioso e devoto aos pais, o advogado João Ricardo de Campos Belluf, 45, morava há 20 anos no mesmo local. Matinha os mesmos hábitos, como ir à padaria com os cachorros pela manhã. “É possível que alguém tenha sondado os costumes dele”, afirmou a cunhada de João Ricardo, Marta Belluf. Segundo ela, os cães eram uma das paixões do advogado, que cuidava, inclusive, dos cães da rua. Terceiro de quatro filhos – dois homens e duas mulheres – João Ricardo foi o único que nunca casou. Vivia presenteando os sobrinhos e os pais. “No Natal mesmo, todo o dinheiro que ele ganhou, em torno de R$ 15 mil, foi tudo em presentes para toda a família. Até a sobrinha-neta ganhou jóia. Era um homem muito bom. Foi como uma despedida; parece que estava adivinhando a morte”, comentou Martha. Além disso, segundo ela, o cunhado vivia presenteando os pais com viagens. “E não era assim somente com a família. Era com todo mundo. Se ele visse alguém precisando na rua, era capaz de doar até a roupa do corpo”, completou Marta. Reservado, não costumava aparecer em fotografias da família. Trabalhava como nutricionista na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), sua primeira formação, segundo Marta. Atuava também como advogado, curso que concluiu há 10 anos. A família não acredita em execução. Marta afirma que o bairro é muito violento, que a sogra (mãe de João Ricardo), bem como a cunhada (irmã dele) já foram assaltadas outras vezes na porta de casa. O alarme, a presença de cães e de um guarda não resolveram o problema, segundo ela.

Edição EDIÇÃO 16967




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