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Cuiabá MT, Sexta-feira, 19 de Junho de 2026

POLÍCIA
Terça-feira, 25 de Maio de 2010, 21h:01

ABUSO SEXUAL

Preso padrasto por estupro de 2 irmãs

Meninas de 5 e 7 anos estão em abrigo, por decisão judicial, já que polícia considerou que a mãe é cúmplice do acusado. Caso é do São Simão, em VG

ADILSON ROSA
Da Reportagem
O vendedor Leandro Pereira de Souza, de 23 anos, foi preso ontem de manhã, por policiais da Delegacia da Defesa da Mulher de Várzea Grande, acusado de pedofilia. Ele teve a prisão temporária decretada por 30 dias. Leandro é acusado de abusar sexualmente de suas duas enteadas, uma menina de cinco e outra de sete anos. Por causa da idade das vítimas, vai responder pelo crime de estupro de vulnerável. A prisão ocorreu na casa dele, no bairro São Simão. A delegada Juliana Palhares pediu também a prisão da mãe das meninas, Luciene Arruda, mas a Justiça decretou apenas medida protetiva, obrigando-a a ficar longe das filhas. Para a delegada, as meninas estão abaladas psicologicamente, o que confirma as suspeitas. Em seus depoimentos, as vítimas relatam que o padrasto as constrangia e não podiam reclamar. Juliana Palhares lembrou ser difícil organizar um critério cronológico para uma criança nessa idade. “O dano psicológico causado numa criança de cinco anos é irreparável, uma situação inimaginável. Não há nem como definir. O estrago já está feito. Não existe prisão alguma que vá reparar a situação”, frisou a delegada. Juliana Palhares acrescentou que, desde sexta-feira, as meninas estão num abrigo para menores. A Justiça determinou o afastamento da família, pois a mãe seria cúmplice dos abusos. Uma conselheira tutelar conversou com a menina de sete anos que confirmou o abuso, que estaria ocorrendo há mais de um ano. Diante da constatação, a conselheira solicitou à Justiça a transferência das meninas para Centro de Referência e Assistência Social (Creas) da cidade, onde ficarão por tempo indeterminado. Com a confirmação da irmã, a delegada solicitou a prisão do casal, mas somente foi acatado o pedido de prisão do padrasto. A delegada frisou que casos como esses são divulgados para que mais pessoas denunciem os abusos. “Neste caso específico, o Conselho Tutelar apurou denúncia de moradores próximos. E tudo é feito com rapidez. Em poucos dias, conseguimos esclarecer mais um caso de abuso sexual”. A mãe das meninas, no entanto, discorda do abuso e disse estar surpresa com a retirada das filhas de seu próprio lar. “Como pode ter abuso se eu trabalho o dia todo e meu marido também. Só ser for a babá”, queixou-se, ao informar que as filhas ficam com a babá durante o dia todo. Ela adiantou que acredita no marido e se houve abuso, não partiu dele. A babá, por sua vez, negou quer alteração na rotina de seu trabalho com as meninas que caracterizasse algum crime.

Edição EDIÇÃO 16966




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