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Cuiabá MT, Sábado, 20 de Junho de 2026

POLÍCIA
Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2012, 19h:40

TRÁFICO DE DROGAS

Policiais denunciados são ouvidos

A audiência final dos seis policiais denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPE) pelos crimes de tráfico de drogas e concussão (uso do cargo público em benefício próprio) ocorreu ontem à tarde na 9ª Vara Especializada em Delitos de Tóxicos da Capital. Pelo crime de tráfico e concussão foi denunciado o policial Edivaldo Santos Moraes, o “Montanha”. Ele foi preso no dia 3 de maio do ano passado em Cuiabá com 14,5 quilos de cocaína escondidos na viatura. A lista se completa com os policiais Manoelito Cesar, Airton Braga Filho, Paulo da Silva, Claudio Roberto da Costa e Edson da Silva. Desses, Edson e Paulo respondem pelo crime em liberdade. Os demais continuam presos. Na primeira audiência, realizada no dia 9 de dezembro, faltaram testemunhas de defesa. Os advogados poderão pedir também perícias em provas. Após a audiência, haverá os memoriais finais tanto da defesa como do Ministério Público Estadual. A última etapa será o julgamento. Os advogados não informaram se vão pedir alguma perícia. Conforme a denúncia, os policiais praticavam extorsão durante o expediente e usando viaturas descaracterizadas. O esquema teria começado em 2010. Os demais policiais foram apontados pelo próprio Edivaldo, que teria a garantia da “delação premiada” dos promotores do Grupo de Atuação Contra o Crime Organizado (Gaeco). Pelo esquema, os policiais pegavam dinheiro de pessoas com prisão preventiva decretada e davam a garantia de que não seriam presas. Edivaldo foi preso em um local próximo à ponte Sérgio Mota, em Várzea Grande, após o policial receber a propina e colocá-la na jaqueta. Assim que saiu com a viatura, foi seguido pelos outros policiais. Ao checar o veículo, os policiais apreenderam o entorpecente. As investigações apontam que a droga foi tomada de um traficante no bairro CPA. Com a droga na viatura descaracterizada, ele foi receber o dinheiro de uma mulher acusada de tráfico, que fingiu pagar R$ 3 mil para não ser presa por causa da prisão preventiva decretada contra ela. A maconha seria negociada em seguida. O investigador praticou o crime de concussão (que é praticado por um funcionário público aproveitando-se do cargo) e tráfico de drogas, que é mais grave. (AR)

Edição EDIÇÃO 16967




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